North American Man/Boy Love Association

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A North American Man/Boy Love Association (em português Associação Norte-Americana de Amor Homem/Menino) mais conhecida como a sigla em inglês NAMBLA, é um controverso e infame grupo de ativistas homossexuais que apoiam a pedofilia. Seu objetivo principal é a anulação das leis de estupro e a redução das leis de "idade de consentimento" que exigem que uma criança tenha uma certa idade (que varia acordo com o estado) antes de concordar com a relação sexual. A NAMBLA foi fundada em 2 de dezembro de 1978 por David Thorstad (1941-2021).[1]

A NAMBLA continua sendo ativa até hoje, apesar de não ter nenhuma rede social conhecida nas redes sociais Big Tech (Twitter, Facebook, Instagram, etc.). Mesmo assim, com o surgimento da internet, a organização passou a ser conhecida e repudiada no exterior também.

História[editar]

A NAMBLA foi fundada em 2 de dezembro de 1978 por David Thorstad (1941-2021), Harry Hay (1912-2002) e David Thorstad.

Harry Hay foi membro do Partido Comunista dos EUA (Communist Party of USA, CPUSA). Ele é amplamente credenciado como um dos ativistas pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, palestrante em conferências da NAMBLA e ateu. David Thorstad também era ateu e homossexual.

Entre os membros famosos da NAMBLA está o escritor beat, ativista e poeta Allen Ginsberg, um famoso incentivador e apoiador da organização.

A NAMBLA já foi afiliada à Associação Internacional de Gays e Lésbicas (Internacional Gays and Lesbics Association, ILGA) de 1984 até 1994, quando foi expulsa. A NAMBLA acusa a ILGA de tê-la expulsado com o objetivo de conseguir um status consultivo como ONG nas Nações Unidas.

Desde a década de 1990, a organização envia cheques de doação a várias figuras políticas americanas dos partidos Democrata e Republicano, mas nenhum político aceitou o dinheiro.

Na década de 1990, NAMBLA foi defendida pela ACLU em um processo civil de US$ 200 milhões. No entanto, NAMBLA atraiu atenção internacional negativa no final da mesma década após ser alvo de um processo movido pelos pais de um menino vítima de sequestro seguido de assassinato aos 10 anos em 1997. Os pais alegaram que os assassinos foram motivados por material acessível no site do grupo,[2] sendo condenada pela Justiça americana em 2003. Dois homens que foram presos pelo crime foram condenados.

No início de 2003, o NAMBLA estava na vanguarda do movimento antiguerra e publicou um editorial contra a Guerra do Iraque antes dela começar. À época, amplas pesquisas da opinião pública americana mostravam que 77% dos americanos apoiavam a guerra, 10% eram fortemente contra ela e 7% se opunham "de alguma forma" a ela.

O International Gay & Lesbian Archives (maior coleção de pesquisas do mundo sobre ativismo gay, lésbico, bissexual e transgênero) reconheceu vários membros do NAMBLA por suas contribuições ao movimento pelos direitos dos homossexuais.

Em 2020, juntamente ao establishment interno e externo (político, religioso, econômico, social), a NAMBLA apoiou Joe Biden na sua campanha à presidência. Até então, eles nunca haviam apoiado nenhum candidato presidencial. O apoio gerou certa controvérsia mas foi abafado pela grande mídia supostamente anti-pedófila.

Na cultura popular[editar]

Na mídia há várias referências à organização,[3] todas de forma negativa e paródica. Ela é referenciada, por exemplo, nos desenhos South Park e Simpsons.

No filme KidsWikipedia's W.svg (1994), o personagem Casper grita "NAMBLA!" a dois homossexuais que ele e seus amigos atacam verbalmente ao passar.

Os policiais da série Law and OrderWikipedia's W.svg perguntam frequentemente a suspeitos de pedofilia se são membros de NAMBLA quando eles afirmam ter tido relações consentidas com algum menor.

A banda de grindcore Anal CuntWikipedia's W.svg incluiu no seu álbum It Just Gets Worse (1999) uma canção titulada "I Gave NAMBLA Pictures of Your Kid".

Salsa

Fontes[editar]

Fontes[editar]