Claire Lyte

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Claire Lyte (nascida em 27 de setembro de 1978) é uma ex-tenista e treinadora britânica acusada de ter tido relações sexuais com uma aluna de 13 anos. O caso foi descoberto em 2005, mas ela só foi denunciada em 2006 e presa em 2007. Ficou na cadeia por 2 anos e 9 meses até 2009, mas depois foi solta e segue em liberdade.

Carreira[editar]

Antes de cair em desgraça pública, Lyte era uma tenista profissional. Ela chegou a aparecer na primeira rodada de qualificação em Wimbledon, antes de sua carreira ser interrompida prematuramente por uma lesão em 1998, o que a obrigou a se aposentar como jogadora. Em vez de deixar as quadras de tênis, ela assumiu o cargo de técnica e em 2001 foi nomeada a Jovem Treinadora do Ano pela Lawn Tennis Association (LTA). Ela ajudou a trazer talentos emergentes no Centro LTA em Loughborough, além de trabalhar na cidade de Shirley, no condado de West Midlands. Alguns anos depois, conheceu a aluna com quem mais tarde teria um caso.

Acontecimentos[editar]

Em outubro de 2005, a mãe de uma das alunas de Lyte foi a um dos aposentos e flagrou a professora e sua aluna de 13 anos, nuas numa cama, realizando sexo oral uma na outra (na famosa "posição 69"). Sua reação imediata foi denunciar o que viu à direção da escola e às autoridades britânicas. Acredita-se que o relacionamento inadequado já existia por um período desconhecido antes dessa descoberta, pois a LTA já havia dado a Lyte uma advertência oficial sobre sua conduta com a mesma garota, incluindo compartilhar um cubículo de banheiro com a menina, considerando isso aliciamento infantil.

A mãe da criança chamou Lyte de pedófila, mas resolveu não relatar o incidente à polícia. Ela também alegou que Lyte lhe havia dito que amava sua filha. Ela justificou esta alegação dizendo que recebeu garantias de Lyte e do pai de Lyte, que interveio em seu nome, de que isso não aconteceria novamente e seria em detrimento dos desejos de sua filha de fazê-lo, possivelmente colocando em risco sua carreira. Sua filha também pediu que ela "confiasse nela". A avó da vítima alegou durante o julgamento que Colin Lyte e a sra. Lyte a haviam ameaçado caso ela fosse à polícia, durante uma intervenção entre as duas famílias. Nos meses seguintes, Lyte e a garota puderam fazer compras juntas e passar um tempo sozinhas em hotéis.

Somente 9 meses depois, em agosto de 2006, a mãe da menina foi instada a alertar a polícia, quando ela encontrou Claire Lyte se vestindo com roupas de sua filha. Mais tarde, a mãe disse ao tribunal que sentiu seu estômago revirando ao presenciar a cena, descrevendo a atitude de Lyte, que estava sorrindo, como "desdenhosa". Já Lyte afirmou que vestiu as roupas da menina pensando ser dela. No entanto, algum tempo depois, Lyte informou a mãe da menina que sua filha tinha jogado mal e não seria admitida no próximo torneio. Posteriormente, a defesa alegou, no tribunal, que foi por causa dessa revelação que a mãe da menina inventou a história, chateada porque a carreira da filha não teria o sucesso que ela esperava. Lyte tentou alegar no tribunal que a mãe da menina era "agressiva e ambiciosa" com sua filha para que ela se tornasse tenista, o que fez com que a professora e a aluna tivessem um relacionamento.

Desfecho[editar]

Apesar de todo o esforço da Justiça e imprensa britânicas em não expor a identidade da menor, a ex-aluna teve seu nome e foto vazados, sendo obrigada a se mudar para outra cidade (e provavelmente também trocar de identidade) após sofrer provocações de seus ex-colegas. Quando o caso veio à tona, o que era considerado "abuso sexual" da professora para com a aluna passou a ser chamado de "caso lésbico" ou "caso amoroso" entre as duas, pois foram expostas ao público mensagens com teor sexual e amoroso, fazendo também muitos associarem pedofilia a homossexualidade.

Em maio de 2009, Lyte foi colocada em liberdade condicional depois de cumprir 16 meses e meio sob custódia. Ela foi fichada no cadastro nacional dos agressores sexuais e proibida de trabalhar com crianças por toda a vida.

O caso de Claire Lyte, assim como outros casos de mulheres acusadas de relações com menores, não dão em nada além de uma prisão curta. Isso mostra o seguinte: se uma mulher for presa por ato sexual contra um ou mais menores a sua pena é curta, mas se caso um homem seja condenado pelo mesmo crime, sua pena é dezenas de anos ou mesmo prisão perpétua, mais um clássico caso de indignação seletiva no judiciário e na opinião pública.

Em 2010, usuários da Wikipédia em inglês decidiram excluir o artigo sobre Claire Lyte no projeto por um motivo absurdo: de que não seria "notável". A biografia atualmente pode ser lida na Web Archive.

Pouco se sabe o destino de Claire Lyte e sua ex-aluna, agora já maior de idade, depois de 2009.

Fontes[editar]