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Cauê Moura

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Cauê Moura
Caue Moura.jpg
Cauê em seu estado normal de temperamento
Nascimento11/11/1987[1] (33 anos)
Jundiaí
Logo do YouTube transparente.png CanalDesceaLetra
Logo do YouTube transparente.png Nº de inscritos5,19 milhões (ed.)
Outros linksInstagram
Twitter

Cauê Moura[1] é um youtuber gordo e falho que é conhecido pelo seu jeito esquentado, em que fica gritando como um retardado ao abordar vários assuntos em seu canal.

Cauê Moura é hoje um dos maiores vloggers do Brasil. Seu canal Desce a Letra, com mais de 5 milhões de inscritos, encontra-se no top 25 dos maiores canais do YouTube.

Em meados da década de 2010, virou esquerdalha e se rendeu ao politicamente correto, além de manifestar sua já conhecida hipocrisia. Sua defesa da maconha lhe rendeu o apelido de Cauê Maconhoura.

Biografia[editar]

Infância e adolescência[editar]

Cauê nasceu na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, no dia 11 de novembro de 1987.[1] Ele era uma criança que adorava criar histórias. Na escola, ele tirava notas boas mas tinha alguns problemas de disciplina, o que acabava corrompendo os outros alunos, que acabavam entravando na bagunça dele.[1]

Em 2000, quando Cauê tinha 13 anos, seu pai foi transferido de cidade e se mudou com a família de Jundiaí para Fortaleza. Apesar da escola ser muito boa, estava cheia de alunos que não gostavam muito da presença de um "caipira do interior de São Paulo" e, como Cauê chegou no meio do ano letivo, foi difícil para se enturmar com os alunos já entrosados. Ele se sentiu muito deslocado e teve um ano bastante depressivo e solitário, o pior da vida dele.[1] Cauê chegou até a ficar com fama de gay por não corresponder a uma menina da turma que achava feia.

Posteriormente, Cauê chegou a fazer testes de natação, mas foi um completo fracasso. Fez também algumas aulas de basquete e acabou jogando uma partida como goleiro da classe, mas não quis continuar pois sempre o zoavam. Ele tinha alguns colegas virtuais de Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro, mas com o pessoal de Fortaleza ele não conseguiu se relacionar.[1]

Cauê sentia muita saudade de casa, incluindo seus amigos e familiares. Vendo isso, seu pai não aguentou mais e trocou de emprego para voltar com a família para Jundiaí. De volta à sua cidade natal, tudo voltou a ficar bem para Cauê: ele reencontrou os amigos, jogava bola, paquerava e até foi o vocalista e líder de uma banda que cantava músicas do System of a DownWikipedia's W.svg. A banda chegou a fazer alguns shows e até ganhou um concurso de "Melhor Banda New Metal" por ter tocado a música "Toxicity". Mas o tempo foi passando e os integrantes da banda foram tomando outros rumos e, apesar de nunca terminarem oficialmente, abandonaram as atividades.

Juventude[editar]

Em 2005, aos 18 anos, Cauê Moura estava navegando na internet, dando uma olhada em um fórum, quando de repente ele leu sobre parkour. Ele juntou alguns amigos para praticar e depois descobriram mais gente que praticava. Começaram a ir para São Paulo se encontrar com praticantes veteranos e aprenderam muitas coisas. Foi um período bastante feliz para Cauê. Ele e seus amigos viajaram para vários lugares do Brasil e participaram de matérias de rádio, TV e jornal.[1] Como ele era um obeso desajeitado, passou a ser cinegrafista oficial do PKJUND, cujo objetivo era filmar a prática do "esporte", editar os vídeos e postá-los na internet, especificamente no YouTube (que estava bombando na época, apesar de estar exclusivamente em inglês[fonte?]). Como Cauê já havia realizado trabalhos de edição de vídeo como estagiário remunerado, fazer vídeos para a internet lhe pareceu uma boa ideia.

O plano A do Cauê era ser cineasta. Caso não conseguisse, seu plano B era ir para RTV (rádio e TV). Caso isso também não desse certo, ele tinha o plano C, que era cursar publicidade.[1] Estudar cinema no Brasil não é nada fácil e nada barato, e como sua família nunca foi cheia da grana e ele era burro demais para fazer cursos decentes fora do país, começou a considerar o plano B (RTV) ou até mesmo o plano C (publicidade).

Como a faculdade publicitária ficava perto de sua casa, ele escolheu o plano C por ser mais cômodo e se formou em publicidade.[1] Saía de casa de manhã e muitas vezes chegava de noite para ganhar uma micharia e até levava trabalho para casa e passava a madrugada tratando fotos de sapatos.[1] Ele não tinha nenhuma perspectiva profissional, não sabia para onde estava indo e seu único sonho era trabalhar um pouco menos.[1]

Nesse meio tempo, ele arranjou alguns estágios na área, mas como era um vagabundo inútil, não se adaptou à rotina de trabalho. Foi aí que descobriu que publicidade não era sua praia, se arrependendo de sua escolha.[1] Enquanto a faculdade e o trabalho iam lhe arrastando, ele continuava um usuário sendo hardcore da internet (fórum, blogs e YouTube).

Tudo estava indo muito bem no parkour, até que Cauê acabou lesionando o tornozelo várias vezes, chegando a usar muletas por alguns dias, mas mesmo assim continuou. Em 2008, durante um encontro paulista de parkour, ele sofreu outra lesão e ficou furioso. Decidiu que aquela seria a última vez e foi embora, deixando todos os amigos no evento. Enquanto voltava para casa de trem, aconteceu algo inusitado: uma menina bonita, que parecia ser interessante, estava rindo dele e escondendo a risada com a mão. Ele ficou com mais raiva ainda, mas a viagem acabou e o Cauê foi para o hospital. No dia seguinte, ele abriu seu orkut e tinha a seguinte mensagem: "Eaí menino do trem, tá melhor?". Depois de algum tempo, Cauê se encontrou com a tal menina, que posteriormente virou sua namorada e mais tarde noiva.

Um dia, após um período excessivo de bar e jogatina, o seu grupo da faculdade se atrasou para a entrega de um trabalho em vídeo. Cauê decidiu que "quebraria o galho" e editou alguns minutos de uma conversa que ele teve com a câmera.[1] O trabalho foi super bem aceito pelo pessoal, que deu risada. Nisso, ele teve a ideia de postar o vídeo na internet. Querendo trabalhar menos, decidiu investir nessa área.

Em março de 2010, ele criou o canal "Desce a Letra", onde abordava vários assuntos com uma certa profundidade.[1] O canal foi um sucesso imediato e destacou-se após um vídeo musical. Isso acabou encorajando Cauê a produzir mais vídeos nesse estilo.[1] Ele descobriu que tinha como lucrar com os vídeos e logo monetizou seu canal. Quando ele recebeu o segundo pagamento, se demitiu do estágio e começou a produzir para a internet.[1] Com o tempo, seu canal adquiriu mais de cinco milhões de inscritos.[2]

Treta em 2012[editar]

Uma treta bem conhecida do Cauê foi com o cantor Latino. Foi assim: em 2012, aproveitando a onda de sucesso da música Gangnam Style, o plagiador barato Latino fez uma versão merdosa da canção, denominada "Despedida de Solteiro" (já era costume do Latino, desde antes da era da internet, copiar músicas internacionais para fazer sucesso nacionalmente). A reação negativa na internet foi geral e o pessoal começou a dizer que ele não tinha criatividade, que só fazia sucesso aproveitando o dos outros, etc e tal.

Então, o Cauê aproveitou todo esse momento de ódio para fazer um vídeo foda e, com isso, ganhar mais inscritos. O vídeo foi denominado "Homenagem ao Latino" e fez bastante sucesso. Só que o Latino não gostou nada e resolveu processar o Cauê.

Aqui está o vídeo (repostado) da paródia:

O assunto chegou na TV e o programa Pânico fez uma matéria colocando Latino e Cauê frente a frente. Cauê ficou todo envergonhado, admitiu que fez uma brincadeira de mau gosto, que estava arrependido e tal. A repercussão dessa matéria na Internet foi muito negativa, e muitos começaram a chamar o Cauê de "arregão".[3]

2013-17: Mudanças[editar]

Em meados da década de 2010, virou esquerdalha e se rendeu ao politicamente correto, passando a se posicionar contra a direita e atacar a religião, o que o fez perder muitos inscritos. Como passou a defender a liberação da maconha, ganhou o apelido de "Cauê Maconhoura".

Mais tretas[editar]

Os tweets polêmicos de antes de Cauê virar esquerdalha politicamente correto

Em julho de 2018, depois de Júlio Cocielo ser criticado e perder contratos publicitários por causa de postagens racistas no Twitter, Cauê Moura entrou na onda e atacou o youtuber. No entanto, internautas encontraram publicações antigas dele consideradas machistas, racistas e homofóbicas. Ele passou a ser questionado e acusado de ser preconceituoso e hipócrita. Entre seus tuítes, estavam

  • "Pratique necrofilia – porque não é estupro se ela estiver morta",
  • "se meu desprezo por fã-clubes de internet pudesse ser convertido em aids, eu seria a África" e
  • "a propósito, quem cochila de tarde é bicha".

Com a repercussão, Cauê apagou os tuítes e se desculpou.[4]

Em 2012 eu fiz umas piadas completamente absurdas, nojentas, deploráveis. Fiquei horrorizado ao ler essas merdas seis anos depois. Fui um lixo. Mereço qualquer xingamento vindo dos atingidos. Peço perdão por ter sido assim um dia. deletei os tuítes. Nunca vai se repetir.

—Cauê Moura controlando danos

A polêmica levou também a startup de investimentos Warren, que era parceira do canal Ilha de Barbados, a esclarecer que rompeu o contrato que tinha com Cauê, ainda em maio, e que repudia o conteúdo das postagens.

Nós repudiamos todo e qualquer discurso de ódio, de segregação, machista e homofóbico. As pessoas precisam de amor, respeito, união e a Warren preza isso como valor primordial. Nós encerramos o contrato que tínhamos com o Ilha de Barbados ainda em maio deste ano. Precisamos admitir que devemos estar mais atentos em relação à escolha das pessoas que falam da nossa marca para não colocar em xeque os nossos valores como empresa e equipe.

—Empresa politicamente correta rompendo seu contrato com Cauê.[5][6]

Em novembro de 2019, o pastor Silas Malafaia, expoente da igreja evangélica Vitória em Cristo, ganhou um processo contra Cauê Moura, que respondia criminalmente após ter dito em 2017 que Silas roubava dinheiro dos fiéis.[7]

No final de 2019, provocou a ira dos cristãos ao insinuar que Jesus teria "pegado três minas" após a polêmica do Porta dos Fundos.[8]

Salsa

Ver também[editar]

Links externos[editar]


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