João Doria

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João Agripino da Costa Doria Junior (a.k.a. Calça Apertada e Sunguinha Apertadinha) mais conhecido como João Doria Junior em São Paulo ou simplesmente João Doria no Brasil (São Paulo, 16 de dezembro de 1957) é um empresário, jornalista, publicitário, político brasileiro, que até julho de 2019 era bolsonarista e cancervador, direitista, anti-esquerdista até resolver trair o movimento. É filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) desde 2001 e governador de São Paulo de 2019 até 2023. Ficou conhecido no Brasil por ser entrevistador em talk-shows, palestrante e organizador de eventos empresariais, além de ser criador e presidente licenciado do Grupo Doria.

Ingressou na vida pública como secretário de Turismo de São Paulo e presidente da Paulistur (1983–86) no governo Mário Covas e presidente da Embratur (1986-88) durante a presidência de José Sarney, ambas empresas estatais da área do turismo. Não teria outro cargo público até se tornar prefeito de São Paulo, trinta anos mais tarde.

João Doria foi eleito como uma das cem personalidades mais influentes de 2012 pela revista Istoé e um dos cem líderes de melhor reputação no Brasil em 2014, segundo pesquisa publicada no país pela revista Exame. É também autor de dois livros, “Sucesso com Estilo” e “Lições para Vencer: do Sonho à Conquista”, ambos lançados pela editora Gente.

Em 20 de março de 2016, venceu as prévias do PSDB para ser o candidato do partido a concorrer à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2016. Em 2 de outubro do mesmo ano, foi eleito prefeito da cidade de São Paulo logo no primeiro turno, fato inédito na história da cidade desde as eleições municipais de 1992, ano em que foram realizadas as primeiras eleições municipais em dois turnos no Brasil.

Em março de 2018, quinze meses após a sua posse, apesar de ter assumido um compromisso público de cumprir o seu mandato até o final, renunciou ao cargo para se lançar candidato ao governo do Estado, deixando Bruno Covas no seu lugar. Venceu a disputa no segundo turno contra Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), com apoio de Jair Bolsonaro para impor mais uma derrota à esquerda no estado.

No entanto, após a posse, João Doria começou a distanciar de Bolsonaro a partir de fevereiro ao fazer primeira crítica ao presidente, o que fez com que tucanistas e bolsonaristas que até então estavam juntos contra a esquerda, a entrarem em guerra nas redes sociais. A relação dos políticos começou a se esfriar a partir de então o que contribuiu desgaste entre eles em maio. Em junho, a declaração de Doria em que "PSDB não era obrigado a seguir o governo" fez com que direitistas o acusar de ser uma "falsa direita", uns dos motivos para o rompimento político e pessoal.

Desde então, Doria começou se aproximar com gente duvidosa e até petistas que antes já repudiava (como Lula) num projeto para a volta da polarização PT-PSDB que tinha até aparecer Bolsonaro, o que fez com que a teoria conspiratória se confirmasse. A condução da Pandemia COVID-19 em 2020 fez com que tucanistas e bolsonaristas se distanciarem cada vez mais.

Por outro lado, João Doria é bastante criticado por sua hipocrisia: em dezembro de 2020 foi alvo de ataques depois de impor lockdown e sair pra férias em Miami (Estados Unidos), aparecer em junho de 2021 num hotel na cidade de Hell de Janeiro enquanto registrava mais casos de coronavírus, ter ligação com os comunistas chineses.