Custe o Que Custar

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Custe o Que Custar (mais conhecido pela sigla CQC) foi um programa de televisão humorístico brasileiro semanal, produzido pela Eyeworks e exibido pela Rede Bandeirantes de 2008 a 2015. No total, teve oito temporadas e 339 episódios da estreia em 17 de março de 2008 até o fim em 28 de dezembro de 2015. O formato é baseado no original argentino Caiga Quien Caiga, criado por Mario Pergolini e Diego Guebel, em 1995. A atração foi laureada em diversas categorias com os principais prêmios da televisão brasileira, como o da APCA, Troféu Imprensa e o Prêmio Arte Qualidade Brasil.

Composto por três apresentadores fixos e uma equipe de repórteres, o programa notabilizou-se pelo humor ácido, especialmente nas sátiras e críticas políticas. Suas reportagens cobriam também as demais pautas jornalísticas da semana como as de esportes, showbusiness, cultura e variedades. A linha editorial incitava a abordagem de questões consideradas polêmicas à época, especialmente com reflexões relacionadas aos direitos humanos, preservação ambiental, direitos LGBT, descriminalização da cannabis e desigualdade sócio-econômica no Brasil.

No ano de estreia, a atração recebeu críticas positivas da mídia especializada, tendo sido também objeto de artigos e teses acadêmicas. Foi eleito um dos destaques de 2008 pelo jornal Folha de S.Paulo. Ao longo dos anos, o programa foi alvo de controvérsias e ações judiciais, que refletiram em sua liberdade editorial. No entanto, a partir da última temporada, com um formato desgastado pela troca de integrantes e ajustes em seu formato original, além de acusações com viés de esquerda, o programa perdeu audiência e deixou a grade de programação de 2016 da Bandeirantes.

Curiosidades

  • Em 2011, foi inserido de modo subliminar na abertura do programa o Olho da Providência, que geralmente é relacionado com teorias conspiratórias da Maçonaria, do Illuminati e outras simbologias questionáveis. Após ver vários comentários feitos por internautas sobre os simbolismos, Marcelo Tas respondeu que tudo não passa de "imaginação".
  • Apesar de ter encerrado em 2015, o CQC passou a ser acusado nos anos seguintes ter sido uns dos responsáveis pela mudança da polarização política no Brasil de petistas vs. tucanistas para bolsonaristas (direita, monarquistas, nacionalistas, etc.) vs. establishment (petistas, tucanistas, liberais, falsa direita, STF, OAB, etc). De acordo com acusadores, o CQC contribuiu a futura ascensão da direita (o que contribuiu com Jair Bolsonaro na presidência), além de enfraquecer a esquerda (principalmente os petistas) e a centro (direita e esquerda), apesar das pautas esquerdistas que contribuíram a sua ruína. Os ex-integrantes do CQC sempre negam (como Marcelo Taz) e outros tentam minimizar seus danos (como Monica Iozzi) como culpar outros.