Claire Lyte

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Claire Lyte (nascida em 27 de setembro de 1978) é uma ex-tenista profissional e ex-treinadora de tênis britânica acusada de ter relação sexual com uma aluna de 13 anos em 2005 (nascida em 1992). Apesar do caso ter sido descoberto em 2005, ela só foi denunciada pela mãe da menina em 2006 e não foi pra cadeia de imediato, só acontecendo de fato em 2007, quando foi presa após ser condenada por quatro acusações de agressão sexual contra a menor, além de ser fichada no cadastro nacional dos agressores sexuais. Ela foi solta em 2009 após cumprir menos de três anos de prisão (2 anos e 9 meses) e ser proibida de trabalhar com crianças por toda a vida.

O caso foi descoberto por acaso, quando em outubro de 2005, uma das mães de alunas da professora foi uns dos locais de aposentos e flagrou Claire Lyte e sua aluna realizando sexo oral (na famosa "posição 69") nuas na cama e denunciou imediatamente à direção e autoridades britânicas. Acredita-se que o relacionamento inadequado já existia por um período desconhecido antes dessa descoberta, pois a LTA já havia dado a Lyte uma advertência oficial sobre sua conduta com a mesma garota, incluindo compartilhar um cubículo de banheiro com a menina, considerado como aliciamento infantil.

No entanto, a mãe da criança optou por não relatar o incidente à polícia, apesar de chamar Lyte de pedófila imediatamente após o incidente e alegar que Lyte disse a ela que amava sua filha. Ela justificou esta alegação de que recebeu garantias de Lyte e do pai de Lyte, que interveio em seu nome, de que isso não aconteceria novamente e seria em detrimento dos desejos de sua filha de fazê-lo, possivelmente colocando em risco sua carreira ao tomar longe sua treinadora. Sua filha também pediu que ela "confiasse nela". A avó da vítima alegou durante o julgamento que Colin Lyte e a Sra. Lyte a haviam ameaçado caso ela fosse à polícia, durante uma intervenção entre as duas famílias. Nos meses seguintes, Lyte e a garota puderam fazer compras juntas e passar um tempo sozinhas em hotéis.

Só 9 meses depois, em agosto de 2006, a mãe da menina foi instada a alertar a polícia, quando ela encontrou Claire Lyte vestindo as roupas da filha (mais tarde ela disse ao tribunal que "Meu estômago revirou", a atitude de Lyte como desdenhosa e que estava sorrindo), enquanto a Lyte afirmou que vestiu as roupas da menina pensando ser dela. No entanto, algum tempo depois, Lyte informou a mãe da menina neste momento que ela tinha jogado mal e não seria admitida no próximo torneio. Posteriormente, a defesa alegou, no tribunal, que foi por causa dessa revelação que a mãe da menina inventou a história, chateada porque a carreira da filha não teria o sucesso que ela esperava. Lyte tentou alegar no tribunal que a mãe dela era "agressiva e ambiciosa" para que tornasse tenista, o que fez com que a professora e a aluna tivessem relacionamento.

Apesar de todo o esforço da Justiça e a imprensa britânicas em não expor a identidade da menor por motivo óbvio, a ex-aluna teve seu nome e foto vazados, sendo obrigada a se mudar pra outra cidade (e provavelmente também de identidade) após sofrer provocações de seus ex-colegas (que hoje em dia se chama bullying). Quando o caso veio a torna, no início era "relação sexual" ou "abuso sexual" passou ser um "caso lésbico" ou "caso amoroso" entre a professora e a aluna, quando foram expostas ao público mensagens com teor sexual e amorosa, o que fez com que muitos associarem pedofilia à homossexualidade.

Até cair em desgraça pública, era conhecida tenista profissional na década de 1990, o que fez aparecer na primeira rodada de qualificação em Wimbledon, antes de sua carreira ser interrompida prematuramente por uma lesão em 1998, o que fez obrigar a se aposentar como jogadora. Em vez de deixar as quadras de tênis, ela assumiu o cargo de técnica e em 2001 foi nomeada a Jovem Treinadora do Ano pela Lawn Tennis Association (LTA). Ela ajudou a trazer talentos emergentes no Centro LTA em Loughborough, além de trabalhar na cidade de Shirley, no condado de West Midlands. Alguns anos depois, conheceu a aluna que mais tarde teriam o caso no futuro.

O caso de Claire Lyte e outras mulheres acusadas de relações contra a menor dão em nada por serem curtas temporadas nas prisões britânicas mostra o seguinte: se a mulher ser presa por ato sexual contra um ou mais menores a sua pena é curta, mas se caso for homem por mesmo crime sua pena é dezenas de anos de prisão a perpétua, mais um clássico indignação seletiva no judiciário e na opinião pública.

Em maio de 2009, ela foi libertada em liberdade condicional depois de cumprir 16 meses e meio sob custódia. Em 2010, usuários na Wikipédia em inglês decidiram excluir o artigo por motivo absurdo: de que a biografia da Claire Lyte "não é notável" (a biografia pode ser lida na Web Archive).

Depois de 2009, pouco se sabe o destino atual da Claire Lyte e a ex-aluna já maior de idade.

Fontes