Camilla Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos

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Camilla Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos (n. 26 de julho de 1989) é uma ex-enfermeira brasileira que ficou conhecida na internet 15 de dezembro de 2011, quando um vídeo postado no YouTube mostra a então mulher não identificada agredindo até a morte a cadela da raça yorkshire chamada Lana na frente do seu filho (então com três anos de idade) e incentivando o mesmo agredir o animal. Todas as cenas de agressão foram flagrados por um vizinho do prédio. Após ser identificada em 16 de dezembro, outros vídeos semelhantes às agressões contra cadela surgiram nos dias seguintes e o início do inferno em que Camilla dos Santos: ela e seus familiares começaram a receberem ameaças de morte.

Até cair em desgraça pública, Camilla dos Santos era casada com Adelino Araújo dos Santos (ou Firmino Araújo dos Santos) na década de 2000 (um clínico-geral que trabalha no Programa de Saúde da Família) morava no apartamento e trabalhava como enfermeira no hospital na cidade de Formosa (GO), enquanto se marido na capital Goiânia, além de ter um casal de filhos. Após as imagens da agressão contra a cadela da raça yorkshire terem repercussão nacional, o marido foi obrigado a se esconder também porque recebeu ameaças de morte após ser acusado de ser omisso ao não repudiar a violência praticada pela sua esposa.

O caso da Camilla dos Santos aconteceu na mesma semana em que surgiram dois casos de preconceito e racismo em perfis no Twitter que estavam repecutindo nacionalmente, a Sophia Fernandes (em 9 de dezembro) e a Karine Melchior (13 de dezembro), por fazerem comentários ofensivos contra negros e nordestinos, que mais tarde foram descobertos que eram perfis falsos que usaram fotos de jovens inocentes operados por desconhecidos. Se existe a frase-meme "Emerson Eduardo Rodrigues Setim matou Rogério Gaspar", ela ganou sua versão para "Camilla Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos matou yorkshire Lana" e também "a enfermeira que matou yorkshire".

Desde que as imagens da agressão e morte da cadela terem sido divulgados, seu rosto, nome e perfil no twitter, além do vazamento dos seus dados pessoais (que hoje em dia é chamado de doxxing) foram expostos publicamente tanto pela TV e a internet (na época, cerca de 40% da população brasileira tinha acesso à internet) Camilla dos Santos passou a ser alvo de ameaças de morte por internautas, o que fez com que ela fosse repudiada pela internet inteira, obrigando-a a excluir o perfil na rede social (não há informação se tinha tinha na época a mais popular Orkut ou em ascenção Facebook).

Desde que sumiu da internet após seu linchamento virtual em 2011, ela praticamente perdeu todos os amigos, foi obrigada a abandonar sua profissão e se mudar de endereço no interior do estado de Goiás, onde mora sua família. Desde então, ela ficou depressiva e passou a viver em reclusão para evitar ameaças e os assédios constantes contra sua família. Ninguém sabe ao certo o paradeiro atual dela.

O crime que parecia dar feijoada teve desfecho em 2015, quando foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais coletivos. A quantia paga vai ser destinada ao Fundo Municipal do Meio Ambiente de Formosa (GO). A decisão partiu da juíza Marina Cardoso Buchdid, da 2ª Vara Cívil, das Fazendas Públicas e de Registros Públicos de Formosa. A ré respondeu ainda a uma ação penal pelo crime, na qual foi condenada à prestação de serviços à comunidade (370 horas) e pagamento de multa de R$ 2,8 mil.[1]

Salsa

Fontes