Buford Furrow Jr.

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Buford O'Neal Furrow Jr. (nascido em 25 de novembro de 1961) é um presidiário americano que ganhou notoriedade internacional em 10 de agosto de 1999 (véspera do "fim do mundo" que não teve), ao perpetrar o tiroteio contra a instituição judaica em Los Angeles na manhã, quando atacou a creche no Centro Comunitário Judaico de North Valley. O tiroteio deixou cinco pessoas feridas (três crianças, um conselheiro e uma recepcionista) e único morto (o carteiro de origem filipino-americano Joseph Ileto).[1]

Anos antes de cometer Actvm Sanctvm, Buford Furrow Jr. foi um engenheiro que trabalhou por vários anos no projeto do bombardeiro furtivo B-2 para a Northrop Grumman. Se tornou membro do grupo de supremacia branca Aryan Nation em 1995,[2] que algum tempo depois, divulgava na Internet o movimento da supremacia branca e seus manifestos. Algumas acusações contra os judeus divulgadas no manifesto são baseadas nas idéias do historiador brasileiro Gustavo Barroso, que já teve vários livros apreendidos no Brasil por diversas autarquias policiais, sob acusação de serem considerados racistas.[3]

Após cometer o Actvm Sanctvm, Buford Furrow se entregou às autoridades após uma semana como foragido e foi preso. Em 24 de janeiro de 2001, Furrow se declarou culpado de todas as acusações contra ele. Em troca de se declarar culpado, ele evitou uma possível sentença de morte, mas foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. De acordo com a acusação, Furrow não expressou arrependimento por nenhum de seus crimes.

O ataque que seguiu o assassinato revelou uma curiosidade surpreendente tanto ao público e a imprensa: Furrow foi casado com a Debbie Mathews, viúva de outro supremacista branco Robert Jay Mathews, que também ficou morreu em 1984 após tiroteio[4] contra os federais da Fucking Bastards Incorporated (FBI),[5] na qual deixou testamento que apesar de ser escrito há quase 40 anos atrás, que surpreende a muitos por ser bem atual.[6]

Em 2019, dez anos depois do ataque, Buford Furrow Jr. anunciou em entrevista ter renuciado ao racismo e ao antiSSemitismo.

Em 2019, vinte anos depois do ataque, líderes religiosos (cristãos e judaicos) e comunitários (latinos) afirmam que o massacre fail nada mudou e tendo piorado desde então.[7] Na época, os sobreviventes do tiroteio que eram crianças reencontraram os médicos que os salvaram já adultos.

Salsa