Webcomic

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Durante toda a história da humanidade, desenhar sempre foi uma arte que qualquer idiota pôde fazer, desde o homem das cavernas rabiscando pintos até o Leonardo da Vinci pintando a Monalisa. Quando surgiram os quadrinhos, descobriu-se um novo meio de comunicação para se contar histórias e passar adiante mensagens importantíssimas. Sempre existiram vários tipos de quadrinhos, desde suas histórias genéricas de super-heróis até suas charges de jornal semanais, mas uma coisa sempre foi verdade para todos esses quadrinhos: só quem tinha pinto de uma relativa estatura era capaz de conseguir publicar seus quadrinhos para o mundo inteiro ver (ou só para sua cidade ver caso os quadrinhos fossem uma merda que não atraíssem interesse externo, o que era a maioria dos casos).

Com o surgimento da World Wide Web, tudo isso mudou, e agora não só qualquer idiota pode desenhar, mas qualquer idiota pode publicar seus quadrinhos na Internet. Webcomics são quadrinhos que, como o nome já diz,[1] são veiculados na Internet. Só que este termo logo entrará em desuso porque, enquanto que inicialmente existiam vários quadrinhos que eram exclusivamente online, hoje em dia qualquer tirinha de jornal, revista, etc, é também publicada na Internet.[2]

Características[editar]

Webcomics possuem várias diferenças em relação a quadrinhos impressos. Fazer a tira no computador e publicar online confere aos artista várias vantagens, incluindo:

  • Praticidade: Dá pra fazer tudo apenas usando um programa de edição, sem precisar de estúdio, coloristas, tinta, copiadora etc.;
  • Custo: Em razão da praticidade, é muito mais barato optar por webcomics;
  • Independência: O cartunista não terá que agradar a nenhuma editora ou chefe chato, apenas a seu público. Isso se refere tanto ao conteúdo como ao estilo dos quadrinhos.

História[editar]

Eric Millikin, este viado com cara de viking metaleiro, criou primeiro webcomic em 1985.

Os webcomics, apesar do nome, surgiram em meados dos anos 80, alguns anos antes da web propriamente dita. Nessa época em que não existiam browsers, o conteúdo era compartilhado através de serviços como CompuServer e Usenet. O primeiríssimo deles foi Witches and Stitches, compartilhado no CompuServer em 1985 por Eric Millikin, que pela primeira vez não precisou se preocupar com censura e com a forma pela qual seu trabalho seria distribuído. Um ano depois, Joe Ekaitis publicou na mesma plataforma o T.H.E. Fox, o primeiro webcomic furry (Sim, desde uma época em que provavelmente nem seus pais se conheciam, os furries já estavam na internet).

Apesar do Tim Berners-Lee ter criado a World Wide Web em 1991, ela só começou a ficar popular a partir de 1993, quando seu uso triplicou. Com o surgimento do Mosaic, o browser mais fodão dessa época, usuários agora podiam visualizar GIFs e JPEGs direto na web, sem precisar baixá-los para seu disco rígido. Na metade dos anos 90, certas webcomics em tiras como NetBoy, Argon Zark! e Jax & Co. começaram a empregar formatos que seriam impossíveis no papel, inovando ainda mais a ideia de webcomics. Este último, por exemplo, implantou um sistema de virar páginas para encorajar os usuários a lerem na ordem correta, uma novidade para a época.

Webcomics da Murica[editar]

Na cultura da Europa e da América do Norte, é muito comum webcomics que contam histórias contínuas e a cada semana se lança uma página,[3] e quando a merda dá certo, eles resolvem criar páginas no Patreon e vender merchandising.[4] Estes webcomics normalmente não são hospedados no Facebook exclusivamente (como é o caso de muitas tiras populares do Brasil, como veremos adiante), mas sim em seus próprios sites independentes, normalmente um blog em WordPress utilizando o tema ComicPress, que faz com que a navegação entre as postagens do blog pareça com o "folhear" de uma revista, e também mantém um blog separado que não é o comic.[5] Até mesmo as tirinhas de humor usam esse formato.

No Brasil, webcomics assim são raros,[6] ou se existem, são mangás mal desenhados produzidos por weeaboos que aspiram ser o próximo Masashi Kishimoto, o que sabemos que é muito possível. Os webcomics BRs quase sempre são hospedados exclusivamente no Facebook ou em outras redes sociais como Instagram, e quando têm sites próprios são merdas do Blogger tipo essa, que ninguém se importa com o layout já que a fanbase só acompanha pelas redes sociais. Existem ainda os webcomics BR hospedados no Tapas, um site de hospedagem de webcomics que é exclusivamente em inglês mas que tá cheio de BR postando merda lá, tipo esse webcomic depressivo feito por um moh viadão que tem fetiche por homem peludo ou então esta tira sobre duas lésbicas que querem se pegar mas são tímidas demais para isso, resultando em uma tira sem graça quando poderia ter hentai yuri.

É importante ressaltar que, quando algum BR quer lançar algum quadrinho, normalmente faz uma campanha no Catarse para arrecadar fundos e mandar uma cópia física para todos que contribuíram, pois assim se faz muito mais ouro judeu do que se lançasse o comic na Internet como fazem os autores de webcomics de língua inglesa.

Existe uma wiki chamada Bad Webcomics Wiki cujo propósito é falar mal pra caralho de vários webcomics e depois ver as reações butthurt dos autores. Eles tentam disfarçar o site como tendo um viés de crítica, mas é óbvio que eles só querem gerar lulz deixando os autores e seus fãs butthurt com artigos cujo humor é tão pesado quanto o da Encyclopedia Dramatica. O site se originou de um blog chamado Your Webcomic is Bad and You Should Feel Bad criado por John Solomon em que ele fazia exatamente isso, xingava pra caralho os webcomics passando um viés de crítica. Atraiu bastante atenção após falar de webcomics famosos e, quando parou de descrever, alguns usuários da ED se juntaram para montar a wiki e manter o legado de John Solomon. Se você sabe inglês, recomendamos que veja a seção de respostas dos autores, para ter alguma ideia do lulz gerado pela wiki.

Tirinhas de Facebook[editar]

Típicos OCs de tirinhas SJW
Típica tira de incel

Tirinhas de Facebook são postadas para competir com o monopólio dos memes sem graça que são produzidos em massa por inclusos que desesperadamente querem ter 15 minutos de fama na página do South America Memes. Por causa disso, estas tirinhas também são produzidas em massa e apelam ao máximo para o público imbecil e com déficit de atenção do Facebook, resultando em tirinhas mal feitas, mal desenhadas, mal pensadas e extremamente genéricas.

Para resumir, podemos classificar as tirinhas do Facebook nas seguintes categorias:

Aviso.gif Aviso:
Mais exemplos são bem-vindos!!


Clone de Sarah's Scribbles[editar]

Este tipo de tira pretende abordar de maneira exagerada e humorística temas cotidianos, geralmente àqueles que dizem respeito aos millennials, seguindo a fórmula que gerou bastante ouro judeu do webcomic Sarah's Scribbles. Existe pouca variação de estilo e tópico quando se faz tirinhas assim. Um exemplo seriam as tiras a respeito do calor quando chega o verão. Todas retratam o calor de forma exagerada e fazem zombaria disso. São várias tiras sobre o mesmo assunto que, no fim, pouco diferem umas das outras, resultando na mesma piada sendo contada mais de 8000 vezes.[7]

Exemplos

É bom observar que, normalmente, tais comics são feitos por mulheres, pois suas vidas são muito interessantes e elas precisam documentar isso em tiras.

A crítica social foda[editar]

Esta categoria engloba desde tiras políticas até tiras que tentam parecer profundas de alguma forma ou de outra. Em política, normalmente o autor empurra sua opinião da maneira mais reducionista possível, apresentado a oposição como um espantalho (e é impossível fazer uma representação fiel de sua oposição em uma tirinha de 3 quadros, afinal, você tem que fazer os que pensam diferente de você parecerem idiotas). Não é muito diferente das tiras de jornais antigas, só que naquela época ninguém podia xingar nos comentários então todo mundo aceitava de bom grado – ou era isso que eles pensavam. Além da tira política, existem as "críticas sociais fodas", termo usado de forma irônica justamente para zombar de críticas da sociedade rasas e clichês.

Exemplos
A seguir, páginas que se forçam como "progressistas" e têm personagens "não-binários"

Enquanto que o cringe esquerdista compreende boa parte do meio das tiras, Desenhista que Pensa é uma tira de direita que é tão forçada e mal executada que virou motivo de piada em proporções maiores que as de Armandinho. Existem ainda outras páginas menores de tiras de direita que também são cringe mas ninguém se importa.

A tira jorge/edgy[editar]

É aquela tira muito estranha e absurda, que não faz sentido e que impressiona visualmente. Normalmente, usa de elementos escatológicos e feições muito exageradas para impressionar. As pessoas comentam nessas tiras, dão risadas e falam que não conseguiram extrair algum sentido da tira. Isso acontece porque as pessoas querem muito atribuir uma função social a tudo que elas veem. Platão dizia que a arte, como um todo, não tinha serventia, e que uma sociedade ideal (utópica, mas tal palavra não existia na época) iria proibir manifestações artísticas, pois Platão não via nenhuma utilidade na arte. Hoje em dia, a arte precisa ser "útil", precisa ter algum propósito, ela não pode ser o que é simplesmente por ser o que é. Então, por causa disso, uma tirinha absurda espanta quem a vê pois as pessoas PRECISAM tirar algum significado de um trabalho desses.

Exemplos
Information icon 2.png Se você tiver exemplos para compor outra categoria que não está aqui, fique à vontade para adicionar ao artigo.

Ver também[editar]

Referências

  1. A não ser que você seja um idiota.
  2. Pegue como exemplo o Garfield, que já deixou de ser engraçado há muito tempo (implicando que já foi) e que só mantém a tira por esporte já que todo o lucro provém do merchandising do gato gordo.
  3. Na Encyclopedia Dramatica tem vários exemplos.
  4. Camisetas, xícaras de café, bonés, tudo com a estampa do webcomic, coisas que é difícil de se acreditar que existe alguém para comprar.
  5. Tome como exemplo a webtira brasileira A Vida com Logan, que utiliza esse formato.
  6. Ou não e eu que não tô sabendo da existência deles.
  7. Se o objetivo era fazer alusão aos memes, conseguiram.

Ligações externas[editar]