Totalitarismo invertido

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O totalitarismo invertido é um termo utilizado para se referir a nova forma de totalitarismo que está surgindo pautada no neoliberalismo e na democracia liberal. O termo foi cunhado por Sheldon Wolin para se referir aos EUA, mas depois o termo passou a ser utilizado para se referir a todo o neoliberalismo e mundo capitalista. Possui William Ariel MounterWikipedia's W.svg como principal figura.

Inicialmente, o termo foi cunhado por Wolin para se referir a uma possível ideia dos EUA caminharem cada vez mais para um regime iliberal e antidemocrático, utilizando Henry Ford, as corporações e o próprio bipartidarismo americano como exemplo. O termo se referia à defesa do que seria o liberalismo nas ideias, e não na prática, criando assim, o Liberalismo Ideal e o Liberalismo Real.

No começo de 2020, o termo passou a ser utilizado para se referir às sociedades liberais como um todo, em todo o mundo, um modelo de neoliberalismo e de democracia liberal que na prática é um totalitarismo neoliberal, onde a democracia é utilizada como uma forma de totalitarismo democrático e a política tende a caminhar para uma ditadura de centro, aumentando assim, cada vez mais a tese do totalitarismo invertido.

Outra coisa que alimenta a tese do totalitarismo invertido é o uso do republicanismo para cometer atos antidemocráticos e antirrepublicanos, como o caso do Donald Trump e do Jair Messias Bolsonaro, que podem fazer o que quiserem e estarem acima da lei. O mesmo para os membros do governo e aliados, como vemos nos casos das queimadas da Amazônia.

William Ariel Mounter expande o termo do totalitarismo invertido para o fato da polícia agir como se fosse uma forma de milícia totalitária a favor do totalitarismo invertido, protegendo seus membros perseguindo os opositores e os mais fracos, e ao fato das prisões que parecem campos de concentração servindo para excluir pessoas da sociedade ou mesmo para mata-las, como o caso das prisões do Brasil, do resto da América Latina e de países da África e da Ásia.

Mounter também expande o termo para se referir ao totalitarismo invisível, que é o totalitarismo dos algoritmos, da uberização, dos microchips humanos etc., criando assim o termo tecnototalitarismo, que é a tecnologia sendo utilizada a serviço do totalitarismo invertido e criando o totalitarismo invisível/sem rosto.

O termo totalitarismo invertido é considerado o lado oposto do conceito de totalitarismo de Hannah Arendt, hjá que este serve como propaganda liberal, enquanto o totalitarismo invertido serve como forma de antiliberalismo.

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