Partido da Imprensa Golpista

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"Partido da Imprensa Golpista" (PIG)[nota 1] foi uma expressão criada em 2007 pelo jornalista esquerdopata Paulo Henrique AmorimWikipedia's W.svg que passou a ser usada por apoiadores do Partido dos Trabalhadores (aka corruPTos) e outros partidos de esquerda (aka linha auxiliar) no auge do governo petista (2008 a 2012) para descrever o conjunto de veículos midiáticos opostos a eles que teriam em comum valores conservadores, como Globo, Folha, Estado e Abril.[nota 2]

O termo era criticado por direitistas e pelo PSDB, à época o principal partido de oposição, que utilizavam o termo "imprensa chapa-branca" em referência às publicações com viés "governista" (em alusão ao apoio ao então governo petista), que passaram então a serem chamados de "Partido da Imprensa Governista" e outros termos mais ofensivos.

Ironicamente, o uso do termo perdeu sentido para a esquerda com passar dos anos, principalmente após os protestos de 2013-14 e a Operação Lava Jato, pois surgiram denúncias de altos custos para as realizações da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além do rombo bilionário da Petrobras, ambos omitidos tanto pela "imprensa golpista" como a "chapa-branca", denunciados nas redes sociais. Depois do impeachment da Dilma Rousseff (2016) e as surpreendentes eleições de Donald Trump (Estados Unidos) e Jair Bolsonaro (Brasil), vistos como resposta contra o domínio de partidos e políticos tradicionais, além do avanço em anos recentes dos direitistas e nacionalistas europeus, o mesmo conjunto de veículos midiáticos (Globo, Folha, Estado e Abril) passou a ser repudiados pelos direitistas após serem usados por quase uma década.

Os motivos alegados pelos direitistas, bolsonaristas e nacionalistas (e até quem não era nenhum dos três) foram por perceber que esses veículos midiáticos fizeram coberturas tendenciosas sobre eleições americanas de 2016 (apoiaram irrestritamente Hillary Clinton) e europeias (apoiaram irrestritamente os candidatos e partidos tradicionais em crise, contra os nacionalistas e direitistas que chamam de "extrema-direita"), pautas que lembram os ideais contra a direita e os nacionalistas que pedem "fronteiras fechadas" (já que eles se aliaram aos globalistas que pedem "fronteiras abertas") e sua nítida oposição ferrenha a Jair Bolsonaro desde as eleições de 2018.

História[editar]

Consolidação da polarização entre PSDB e PT[editar]

No Brasil da década de 2000, com a consolidada polarização política entre tucanos e petistas nos governos Cardoso e Lula (depois do advento da internet), surgiram blogs e mais tarde comunidades de relacionamentos[nota 3] para desmascarar a grande mídia que nunca fez denúncias sobre escândalos do PSDB e repercutia apenas os do PT.

Na verdade, essa polarização política entre tucanos e petistas era na verdade uma falsa briga política, pois os partidos estavam unidos nos bastidores para impedirem o crescimento da direita. Caso acontecesse, eles iriam usar a terceira via de agrado e no controle deles, como forma de "controle dos danos" entre os dois partidos que começaram a enfrentar o desgaste diante ao público (como aconteceu duas vezes com Marina Silva em 2010 e em 2014).

Imprensa[editar]

O conjunto de veículos midiáticos que tinham em comum valores conservadores e faziam oposição ao PT e à esquerda política em 2008 eram:

  1. Organizações GloboWikipedia's W.svg (atual Grupo Globo), sediado no Rio de Janeiro;
  2. Grupo FolhaWikipedia's W.svg, sediado em São Paulo;
  3. Grupo EstadoWikipedia's W.svg, sediado em São Paulo;
  4. Grupo AbrilWikipedia's W.svg, sediado em São Paulo;

Os quatro grupos eram acusados pelos petistas de serem conservadores e tucanos, além de fazerem oposição contra o presidente Lula, sendo que não faziam o mesmo contra FHC. Os grupos foram responsáveis pela criação da polarização política entre tucanos e petistas após o impeachment de Collor em 1992 (antes do advento da internet), por serem mais relevantes, e tiveram suas matérias reproduzidas em outros estados.

Declínio e fim da polarização entre dois partidos e ascensão dos direitistas[editar]

O uso do termo Partido da Imprensa Golpista começou a perder o sentido após os protestos de 2013-14 e a Operação Lava Jato, em que surgiram denúncias de altos custos para as realizações dos eventos esportivos Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além do rombo bilionário da Petrobras, ambos omitidos tanto pela "imprensa golpista" como a "chapa-branca", denunciados nas redes sociais.

Na tentativa de impedir a volta do PSDB ao poder e manter a falsa briga mais quatro anos (2014), petistas voltaram a espalhar boatos que Aécio Neves batia em mulher (2009) e era usuário de cocaína (2012); ele nunca moveu um processo contra os caluniadores e nem desmentiu as acusações. Ao invés de processar os caluniadores, moveu ação judicial contra o Google para que exclua os termos de busca sobre as falsas acusações, o que foi rejeitado, provocando polêmica por se tratar de censura.

Entre 2015 a 2016, antes e após Dilma Rousseff ter sido tirada da presidência sem perder os direitos políticos (outra prova da parceria entre os tucanos e os petistas; só idiota não vê), os grupos (Globo, Folha, Estado e Abril), além das linhas auxiliares, passaram a trabalhar para lançar o candidato do PSDB. Os planos foram interrompidos quando, em 17 de maio de 2017, um escândalo eclodiu: Joesley Batista apareceu conversando com Michel Temer coisas que não deviam que atingiram Aécio Neves, que foi alvo no dia seguinte (18 de maio) dos Federais e sua imagem de ser o próximo presidente em 2018 virou pó.

Graças a este escândalo gravíssimo que os grupos não poderiam ignorar (como fizeram na época de FHC e Lula), tiveram que jogar a merda no ventilador contra o candidato que era então de agrado e ao mesmo tempo impedir um candidato petista ou da verdadeira direita (neste caso, Jair Bolsonaro) de ter visibilidade. O escândalo mostrou a hipocrisia do PSDB em acusar outro partido de ser corruPTo, enquanto mantinha outros nas suas fileiras. Estes e outros fatos contribuíram para o declínio da esquerda e para o desaparecimento do termo usado pelos petralhas.

Notas[editar]

  1. segundo a Wikipédia em português, também pode ser em minúsculo: partido da imprensa golpistaWikipedia's W.svg (pig), segundo o que foi decidido em 7 de agosto de 2015[1]
  2. Ironicamente, esses mesmos veículos são hoje acusados de serem esquerdistas.
  3. Na época, não existia termo "rede social", que passou a ser usado após o lançamento do filme A Rede Social em 2010.

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