Nova direita

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Nota: não confundir com a Nova Direita, que não tem ligação alguma com o grupo brasileiro

A nova direita política (anteriormente grafado como Nova Direita) foi o nome dado pela imprensa e pela esquerda aos indivíduos ou grupos ligados ao espectro da direita (incluindo conservadores, liberais e centro-direita) ou que se diziam abertamente parte da direita política. Surgiram após a reeleição da Dilma Rousseff no final de outubro de 2014, descontentes com a reeleição e as "medidas impopulares" da "presidenta".

Foi o grupo que liderou as manifestações de 15 de março de 2015 e que foi responsável por conscientizar os brasileiros dos malefícios da esquerda e seus aliados. No entanto, com passar dos meses, a tal nova direita começou a ter suas primeiras rupturas internas: Reinaldo Azevedo, um dos expoentes do grupo, passou atacar Jair Bolsonaro (que também é direita), provocando treta com os bolsonaristas, passando a ser acusado de dividir a direita (hoje sabe-se que o ataque era para que não houvesse concorrente pra enfrentar petistas, já que ele é tucano).

Em 2016, antes e depois do impeachment da Dilma Rousseff, surgiram novas divergências: apoiadores e simpatizantes dos políticos (do PSDB), grupos (do Movimento Brasil Livre) e outros políticos ou intelectuais (liberais, social-democratas e centro-direitistas) começaram a divergirem abertamente as lideranças direitistas, que desconfiam as intenções por suspeitarem dos discursos e práticas parecidas com a esquerda. No mesmo ano, depois que a Operação Lava Jato começou a investigar os tucanos (José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves), o mesmo Reinaldo Azevedo que atacou Bolsonaro passou a atacar Sérgio Moro a ser acusado de fazer parte da falsa direita.

Em 18 de maio de 2017, um dia depois da dupla de irmãos Joesley e Wesley Batista revelarem o esquema de corrupção de Michel Temer que envolveu Aécio Neves, teve lugar uma operação policial que desmascarou Aécio Neves. Os direitistas passaram acusar os políticos do PSDB de não representarem a nova direita, mas sim a falsa direita.

Desde então, o termo nova direita desapareceu por completo e os direitistas passaram a chamar os indivíduos que se diziam a nova direita pejorativamente de falsa direita (o que dura até hoje). Para os direitistas, a falsa direita necessita da esquerda para manter a falsa briga política e a disputa hegemônica com o fim de impedir uma terceira via que ameace a suposta direita e a esquerda (podendo ser extrema-esquerda).

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