Libertarianismo

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Libertarianismo[1] é uma ideologia política, econômica e filosófica baseada no conceito de liberdade. Liberdade de você dar o cu, fumar maconha, tomar banho de chapéu e por aí vai. É o oposto de autoritarismo, que é quando o governo controla tudo, como é no país do goldinho. Assim como anarquismo, é um termo controverso usado por pessoas de opiniões opostas e que pode facilmente causar discussões, então, a menos que você realmente entenda do assunto, evite usar os termos libertário e seus derivados caso não queira encrenca.

Preceitos básicos[editar]

Esquerdismo é o contrário da Liberdade.

Sob uma definição neutra, um libertário é aquele que se opõe a instituições poderosas e muitas vezes prejudiciais como o Estado e as grandes corporações, que interferem na vida das pessoas de várias maneiras. O grau desta oposição, as razões que levam a ela e a forma como é defendida são os motivos que causam divergências entre libertários de diversas correntes. Pode-se dizer que os diferentes libertários concordam com princípios vagos como voluntarismo,[2] liberdade de expressão e comunidades autossuficientes.

Variações[editar]

O termo surgiu na Europa ao final do século XVIII para descrever aqueles que se associavam a movimentos anarcocomunistas. Mais tarde, na década de 1950, americanos que defendiam a liberdade econômica (capitalismo) passaram a se dizer libertários também. Hoje em dia, ambos os lados muitas vezes se consideram os legítimos usuários do termo.

Libertarianismo de esquerda[editar]

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O libertarianismo original, defendido por filósofos como Pedro Kropotkin e, supostamente, pelos antifas que andam na rua com aqueles lenços cobrindo a boca. Advoga o "estágio final" do comunismo, idealizado por Marx, em que tanto o Estado como a propriedade privada e o capitalismo foram completamente abolidos, os trabalhadores detêm todos os meios de produção e todos são absolutamente iguais em questão de autoridade (não existem chefes e líderes).

O princípio-chave dos anarquistas tradicionais é "De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades". Todos os recursos são distribuídos igualmente e cada um trabalha no que quer com o objetivo de ajudar sua comunidade, sem nenhuma intenção lucrativa. É claro que tudo isso está apenas no papel e nunca houve uma única sociedade que chegasse a esse nível.

A maioria dos libertários de esquerda defendem uma mudança gradual, em que o Estado primeiro atenda a necessidades sociais, com assistencialismo e leis trabalhistas, para que no futuro ele possa ser abolido. Então quando alguém questionar porque defensores de certos partidos como o PSOL se intitulam "anarquistas" e pedem por mais Estado, lembre-se que o pensamento deles prega mudança gradual, mesmo que a grande maioria deles seja composta por adolescentes que não têm a menor ideia do que estão fazendo.

Libertarianismo capitalista[editar]

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O libertarianismo desenvolvido principalmente por filósofos e economistas como Murray Rothbard e Ayn Rand (e trazido ao Brasil pelo famoso comedor de maçã e senhor dos bitcoins, Dâniel Fraga). Baseia-se no princípio do individualismo (toda pessoa é livre para se dissociar do coletivo e fazer o que desejar desde que não inicie agressão), da propriedade privada (as pessoas têm o direito ao seu corpo e a bens conseguidos através do trabalho) e o livre mercado (trocas voluntárias que podem envolver ou não a moeda). Basicamente a mesma coisa que o outro libertarianismo, só que com a noção de propriedade privada sendo posta como essencial (o que muda quase tudo).

Possui três vertentes:

  • Anarcocapitalismo: a visão radical de que o Estado não deve existir sob nenhuma forma. Imposto é roubo!
  • Minarquismo: a visão de que o Estado deve ser mínimo, provendo apenas serviços muito básicos como lei e segurança.
  • Liberalismo econômico: a ideia geral de que o Estado deve intervir o mínimo possível na economia e, por extensão, nas liberdades individuais. Exemplos de liberais incluem o Movimento Brasil Livre (MBL), chefiado por Kim Kataguiri.

Os libertários capitalistas também se divergem pelas razões que os levam a defender sua ideologia. Há aqueles que a defendem por razões éticas (acreditam que a liberdade é um direito violado pelo Estado) e aqueles que a defendem por razões utilitárias (acreditam que a liberdade é mais benéfica e eficiente que o Estado). Leia mais sobre isso no artigo sobre anarcocapitalismo.

Salsa

  1. O correto seria libertarismo, mas o derivado do inglês libertarianism se tornou mais comum.
  2. A ideia de que as coisas devem partir da vontade humana ao invés de serem coercivas (= forçadas).