Jornalivre

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Jornalivre foi um site brasileiro especializado em notícias políticas que surgiu em meio à crise econômica e política no Brasil. O site entrou no ar em julho de 2016 e foi extinto em meados de 2018. O site viveu do céu ao inferno: virou fonte de referência aos críticos da esquerda (principalmente contra o Partido dos Trabalhadores) a ser repudiado pela direita em menos de dois anos (ao atacar Jair Bolsonaro e elogiar Henrique Meirelles).

História[editar]

O site entrou no ar antes de 30 de julho de 2016,[1] dois meses depois do impeachment da Dilma Rouseff, com o domínio jornalivre.com/.

No decorrer de 2016, passou ser uns dos sites de política de direita mais acessados e compartilhados por milhares de usuários nas redes sociais (no Twitter e Facebook), além de provocar entre dezenas a milhares de comentários a cada postagem (na onda da crise da esquerda, centro-direita e o seus estabelishments).

Seu auge aconteceu em meados de outubro de 2017, onde mantém milhares de eleitores, mas o que causou o rápido declínio e a extinção do site foi a partir de novembro, quando o site (supostamente visto como direita) passou atacar o então possível candidato à Presidência do Brasil (o direitista Jair Bolsonaro) e a torcida de outro possível candidato (Henrique Meirelles).

Nas semanas seguintes, os ataques contra Bolsonaro e as reportagens constantes elogiosas ao Meirelles provocou reações negativas dos seus leitores (inclusive até quem não votariam em Bolsonaro) que perceberam que o site estava em favor de Meirelles (o candidato do estabelishment), já que o site nunca divulgou as relações suspeitas dele com a JBS (envolvida na Lava Jato), já que fora presidente da empresa entre 2011 a 2013.

Ao agir contra Jair Bolsonaro e com viés propaganda a favor Henrique Meirelles, fez que os milhares de eleitores deixarem de seguir nas redes sociais e não fazer comentários, mas os que permaneciam, passaram fazer críticas (algumas pesadas) a mudança do editorial do site, dando a ela ao ofensivo "falsa direita" e "fake news".[2]

Em fevereiro de 2018, deixa o site jornalivre.com/ para jornalivre.org/ ao mudar ".com" para ".org", embora tenha começado em outubro de 2017.

Com a crise de credibilidade do site, caiu os acessos e a média de postagens que mantinha o site com maior visibilidade, até ter sua conta no Facebook ser denunciada como propagadora de fake news ser excluída em 25 de julho de 2018.[3]

Referências[editar]

  1. http://web.archive.org/web/20160818182008/http://jornalivre.org/2016/07/
  2. Outro site que adotou comportamento similar ao Jornalivre na época foi o ILISP (Intituto Liberal São Paulo). Aproveitando a onda da crise da esquerda, centro-direita e o seus estabelishments, o site (supostamente "direita liberal" e anti-esquerda) publicou que Jair Bolsonaro não iria vencer à presidência, defender legalização das drogas (sob alegação que o Estado não ter reprimir o tráfico de drogas), entre outras pautas esquerdistas e do estabelishment. O site se recusou a publicar qual o candidato de preferência, alegando que tem que ser liberal na economia e nos costumes, o que provocava conflitos com leitores nos comentários. Isso fez perder milhares de eleitores e audiência, ser classificado de fake news e da falsa direita, além de perder relevância na internet nos meses seguintes.
  3. http://web.archive.org/web/20181129041832/http://www.jornalivre.org/opiniao/pagina-do-jornalivre-e-removida-do-facebook-e-o-motivo-e-puramente-politico/

Sites oficiais[editar]