Janaina Paschoal

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Janaina Paschoal
Janaina Paschoal.jpg
Nome realJanaina Conceição Paschoal
ApelidosA Possuída
A Louca
A Traíra
A Traidora
Nascimento25/06/1974 (46 anos)
São Paulo
OcupaçãoDeputada, jurista

Janaina Conceição Paschoal, a.k.a. A Possuída ou A Louca (São Paulo, 25 de junho de 1974), é uma jurista, professora, advogada e política brasileira. É deputada estadual do estado de São Paulo filiada ao Partido Social Liberal (PSL), que até março de 2020 era considerada bolsomimion e cancervadora, até resolver trair o movimento.

Foi mais conhecida nacionalmente e internacionalmente em 2015 por ser uma das três pessoas que fizeram o pedido de impeachment da presidente (ou presidenta?) Dilma Rousseff, junto com Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, participando ativamente na tramitação do processo na Câmara dos Deputados e no Senado entre 2015 a 2016.

Nas eleições de 2018, foi a deputada estadual mais votada do Brasil, obtendo 2 milhões de votos, sendo a candidata a deputada mais votada da história do país, tanto entre representantes estaduais quanto federais.

Biografia[editar]

Em 1º de setembro de 2015, protocolou com o jurista Hélio Bicudo e o advogado Miguel Reale Júnior na Câmara dos Deputados a petição que iniciou o processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Para os autores do pedido de impeachment, a moralidade precisava ser resgatada. De acordo com os juristas, Dilma cometeu os seguintes crimes de responsabilidade previstos na Constituição e na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF):

  • Atos contra a probidade na administração;
  • Atos contra a lei orçamentária;
  • Atos contra o cumprimento das leis e das decisões judiciais;
  • Crime contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos.

Protocolar a petição do processo de impeachment contra Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados fez com que ela fosse imediatamente considerada inimiga pela esquerda, recebendo tudo o que possa imaginar: chantagens, ameaças de morte, ataques verbais e virtuais, entre outros. Por outro lado, passou a ser defendida pelos direitistas, antipetistas, antiesquerdistas, antissocialistas e até aqueles sem nenhum vínculo político.

No dia 4 de abril de 2016, durante ato de alunos e ex-alunos na faculdade de Direito da USP, junto aos protocoladores Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, Janaina Paschoal proferiu um discurso exaltado, tendo dito que Deus havia mandado uma legião para cortar as asas de cobras que teriam se perpetuado no poder. Para Bicudo, colega de Janaina no caso, foi uma "exaltação cívica" de quem tem "temperamento explosivo, mas é lúcida e não entra em canoa furada".

O comportamento, no entanto, foi duramente criticado por algumas personalidades que defendem os corruptos do Partido dos Trabalhadores. Vladimir Safatle, filósofo, livre docente da USP e filho do terrorista Fernando Safatle, questionou em artigo da Folha de S.Paulo o pedido de impeachment "feito por advogados que não temem em mobilizar discursos 'evangelo-fascistas' por serem construídos a partir de um amálgama de paranoia de perseguição, promessas de redenção religiosa e de aniquilação de inimigos internos comparados a animais nocivos e peçonhentos. Essa retórica é velha conhecida dos momentos sombrios da história." Em seu blog, a filósofa (defensora do assalto e das drogas pesadas) Marcia Tiburi escreveu:

O discurso de Janaina Paschoal não é o de uma louca, mas sim de alguém que fala do ponto de vista fascista. O conteúdo de sua fala era um conteúdo de ódio. [...] No espaço político, esse histrionismo tem o propósito claro de mistificação das massas. É a ideia de que o outro se curvará, irá aderir à demonstração de força física.

—Marcia Tiburi, a fascista que acusa todo mundo de fascista

No entanto, ao proferir seu discurso exaltado no qual muitas vezes aparecia descabelada, passou a ser alvo de chacota pela esquerda. Disseram que ela estaria "possuída por espíritos demoníacos", o que lhe rendeu o apelido de "A Possuída", que carrega desde então. Após a performance maluca e sua atuação como advogada de acusação no processo de impeachment de Dilma Rousseff, passou a considerar um ingresso na política, tendo recebido convites de diversos partidos no decorrer de 2016.

No final de 2016 e ao decorrer de 2017, começou a receber ameaças de morte contra ela própria e seus familiares. Segundo fontes "oficiais", as ameaças foram feitas por petistas e associados (diretamente ou não) indignados com o impeachment contra Dilma e o pessoal do establishment (pessoas contrárias à ordem estabelecida na economia, política, religião e sociedade). No entanto, surgiu outra informação: a de que as ameaças teriam partido da quadrilha do Dogolachan (incluindo apoiadores ou associados diretamente ou não dos dogoleiros) ou simplesmente de desconhecidos que queriam praticar trote contra ela (fazer falsas ameaças).

Em 6 de abril de 2018, aceitou o convite para se filiar ao Partido Social Liberal (PSL), na época o mesmo de Jair Bolsonaro. Afirmou:

No último dia do prazo, eu me filiei ao PSL. Muitas pessoas já ligadas à sigla me recomendaram. Com exceção de um ou outro ponto, o estatuto do partido confere com o que eu penso. Não há notícias de escândalos de corrupção envolvendo a sigla, ou seus membros. E não me filiei pensando em sair candidata ao cargo A, ou B. Eu me filiei com o intuito de ter a possibilidade. Se a filiação ocorresse depois do dia 7 de abril, uma eventual candidatura não seria possível.

—Janaina Paschoal

Inicialmente, as lideranças do partido em São Paulo a convidaram para se candidatar a governadora, o que foi recusado por ela. Janaina também foi convidada para ser candidata à vice-presidência da república na chapa de Bolsonaro, tendo conversado a respeito com o candidato à presidência e com o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno. Porém, no dia 4 de agosto de 2018, desistiu por razões familiares, uma vez que a família não poderia acompanhá-la a Brasília. No dia 14 de agosto, anunciou que seria candidata a deputada estadual de São Paulo, apresentando pautas voltadas à educação e à segurança pública.

No entanto, um discurso feito durante a aclamação das candidaturas, em que alertou sobre autoritarismo, foi alvo de críticas pelos setores do PSL e da direita, o que fez com que ela fosse acusada na internet de ser parte da falsa direita. Apesar do discurso desastroso que poderia atrapalhar sua campanha, foi eleita com 2.060.786 votos, ou 9,88% dos votos válidos, sendo a deputada estadual mais votada pelo estado de São Paulo e tornando-se a mulher mais votada na esfera estadual do Brasil.

Depois da sua posse em fevereiro, passou a promover críticas contra as manifestações de março de 2019, dizendo que pedir intervenção militar e criticar órgãos como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal seriam uma afronta à democracia (apesar do parlamento brasileiro e o STF terem baixa popularidade). Como essas críticas, alinhou-se ao pessoal que ajudou no impeachment de 2016 (MBL e os liberais) e ao establishment político (PT, PSDB e entre outros), passou a ser aos poucos alvo de duras críticas por direitistas, bolsonaristas (por fazer críticas ao governo) e até pela esquerda, que a chamou de oportunista. Após o sucesso das manifestações, foi obrigada a recuar das declarações, mas já era tarde: começou a perder seguidores nas redes sociais e sua influência política. Por outro lado, o pessoal do MBL e liberais foram acusados de serem traidores da direita.

Em 16 de março, um dia depois da maior manifestação em apoio a Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e a Lava Jato, contra os parlamentares do CN e juízes do STF, um discurso dela na ALESP (Assembleia Legislativa de São Paulo) foi alvo de ataques dos direitistas. Sob pretexto de COVID-19 (coronavírus), disse que se arrependeu de ter votado em Bolsonaro e pediu o impeachment dele (alinhando-se aos discursos do pró-establishment e traidores do movimento) e disse que queria Mourão no lugar dele:

Esse senhor tem que sair da Presidência da República! Deixa o Mourão assumir!

—Janaina Paschoal

Janaina ainda classificou os atos de Bolsonaro como "crime contra a saúde pública". Ao mesmo tempo, Miguel Reale Júnior (que a ajudou no processo de impeachment) resolveu também fazer um discurso semelhante criticando a ação de Bolsonaro. As declarações de Janaina e Miguel foram criticadas pelos direitistas nas horas seguintes através das redes sociais (principalmente Twitter), o que fez o casal ser acusado de traição e ser alvo de ataques ofensivos. Com isso, entraram no hall das pessoas repudiadas tanto pela esquerda como pela direita.

Para refletir o tamanho do desastroso discurso dela, ela perdeu mais de 30 mil seguidores só no Twitter em apenas 10 horas (ela tinha 697 mil seguidores, o que caiu para 677 mil às 02h50 da madrugada do dia 17 de março),[1] mas ela já estava perdendo seguidores desde que virou deputada estadual em 2019. No entanto, conseguiu recuperar o mesmo número de seguidores que tinha perdido em março já em maio, o que reforça suspeita que o pessoal que pertence outras ideologias do estabeleshiment (esquerda, isentões, direita controlada, globalista, liberais etc) foram responsáveis pela recuperação dos seguidores.

No dia 2 de abril, respondeu um tweet do Bolsonaro sobre o coronavírus, citando até a defesa do tal artigo 142 da Constituição, o que fez a direita e a esquerda a criticarem fortemente, já que ela pediu abertamente intervenção militar para derrubar Bolsonaro, coisa que ano anterior dizia ser contra.

Salsa