Isabela Cardoso

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O post que gerou a trolha toda

Isabela Cardoso foi um perfil do Facebook de uma suposta jovem gaúcha que, no dia 1º de março de 2015, foi repudiado nacionalmente por fazer comentários preconceituosos contra maranhenses, o que tornaria o caso semelhante ao de Mayara Petruso (2010). O perfil recebeu inúmeras denúncias até ser suspenso pelo Facebook, a empresa em que ela dizia trabalhar postou uma nota de repúdio, e ações legais começaram a ser tomadas. No entanto, foi descoberto posteriormente que se tratava de um perfil fake que usava fotos de outra moça sem relação alguma com a história. A pessoa real por trás dos posts nunca foi achada, tornando o caso similar ao de Sophia Fernandes (2011).

O caso demonstrou o que podemos resumir da seguinte maneira: segundo a Justiça brasileira, você é obrigado a gostar da cultura e povo de um Estado, e caso você expresse que não goste, é um criminoso.

Ataques[editar]

O perfil "Isabela Cardoso" usava fotos de uma jovem loira e nele constavam informações como naturalidade de Gramado (interior do Rio Grande do Sul), data de nascimento em 20 de maio de 1990 (25 anos à época) e ter estudado na Universidade Feevale de 2009 a 2013.

As ofensas contra o povo e a cultura no Maranhão começaram quando o perfil fez a seguinte postagem no Facebook no dia 1º de março de 2015, num domingo:

Finalmente em casa, depois de 1 ano e 7 meses na SUSANO de Imperatriz eu e meu esposo retornamos a nossa cidade.

Estado pobre kkkkkkkkk.
A cultura maranhense é horrível,
O carnaval é um lixo 'Tal de bomba meu boi, tambor de crioula'.
A maioria das mulheres são piriguetes e os Homens malandros.
Mais da metade das pessoas são semi-analfabetos
#AmoMinhaCidade #Gramado RS

A "SUSANO" mencionada é a empresa Suzano Papel e Celulose.

Reação e denúncias[editar]

Horas depois, o perfil foi alvo de denúncias pelos internautas por se tratar de preconceito contra nordestinos. O escândalo repercutido em sites e blogs maranhenses no decorrer do dia foi tanto que a Suzano Papel e Celulose emitiu nota à imprensa na noite do dia 1º de março, repudiando as declarações dela. A empresa afirmou também que Isabela Cardoso não fez parte dos seus antigos trabalhadores na empresa, após consultar o cadastro de antigos e atuais empregados.[1]

Em relação a post publicado em rede social no último domingo (01), no qual uma suposta ex-funcionária da Suzano Papel e Celulose fez comentários desrespeitosos à cultura maranhense e à cidade de Imperatriz (MA), a Suzano esclarece que tal pessoa nunca fez parte do quadro de colaboradores da empresa, mas que, independentemente disso, a empresa repudia tal comportamento.

A Suzano ainda afirma que está plenamente satisfeita em estar presente no Maranhão e só tem a agradecer ao povo maranhense pela forma como foi acolhida.

A empresa se coloca à disposição para colaborar com quaisquer investigações que se façam necessárias e reforça que os usuários de mídias sociais são pessoalmente e integralmente responsáveis pelo conteúdo de seus posts.

Na madrugada do dia 2 de março, o perfil pessoal da Isabela Cardoso no Facebook saiu do ar, depois das denúncias. Horas depois, a imprensa gaúcha começou a repercutir o caso.

Reviravolta[editar]

Após a nota da Suzano Papel e Celulose, internautas e a imprensa, além de repudiarem as declarções, começaram a desconfiar do perfil, se atentando à informação da mulher nunca ter trabalhado na empresa.[2] O perfil mostrava que a mulher trabalhou no Maranhão entre 2012 e 2015 e estudou no Rio Grande do Sul entre 2009 e 2013,[3][4] o que é altamente improvável, pois ela teria que viajar constantemente entre dois estados muito distantes em 2012 para atender aos dois compromissos.

Em 2 de março, a assessoria de imprensa da Universidade Feevale divulgou uma nota afirmando que o nome dela não está no sistema de alunos e ex-alunos do ensino.[5]

Após as notas da empresa (Suzano Papel e Celulose) e da universidade (Feevale), a promotoria do Maranhão e a imprensa começaram a desconfiar que a postagem seria de um perfil fake, o que realmente se confirmou. Alguém tinha criado o fake usando fotos de Amanda Amorim, uma moradora de Volta Redonda (interior do Rio de Janeiro) que não tinha nada a ver com a história.[3][4]

Após a descoberta que "Isabela Cardoso" era um perfil fake, foi aberto outro procedimento no Ministério Público no Maranhão: uso da falsidade ideológica como agravante para divulgar outros crimes. No entanto, as investigações não foram pra frente, pois o trollador(a) desta história, que quase iria provocar um linchamento virtual a uma inocente, nunca foi identificado(a).

Mais um caso de alguém que gozou de impunidade!

Suposta autoria e motivação[editar]

Foram cogitadas duas possibilidades sobre o responsável pelo perfil fake:

  1. Alguém ligado ao Dogolachan, já que existia a prática de criar perfis falsos e fazer ameaças em nome de terceiros para difamar desafetos e criar polêmica gratuita (jorgice).
  2. Algum esquerdista ligado à Militância em Ambientes Virtuais (MAV) para botar culpa na direita ou desviar a atenção da crise econômica e as revelações da Operação Lava Jato que o Brasil vivia na época.

Salsa

Fontes[editar]

Caso semelhante[editar]