Daniel Petry

De Wikinet
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Suposta foto do sujeito. Não, não tem qualidade melhor.[1]

Daniel Felipe Petry é o suposto nome de um moleque retardado e gay jogador do clássico MMORPG Tibia. Até aí, nenhuma novidade, mas ele era tão doente mental que, aos 16 anos, resolveu cometer um PK offline, matando e esquartejando o próprio vizinho e amigo de infância, Gabriel Kuhn, de 12 anos. Os dois eram grandes amigos que se conheciam desde que nasceram e gostavam de jogar bola e brincar com as outras crianças da rua, além de jogar o já mencionado jogo online. O caso ocorreu em 2007, no bairro Velha Central, em Blumenau, Santa Catarina, perto da escola João Durval Müller.[2]

Boatos

Num primeiro momento, foi apontado o joguinho Tibia como o grande culpado do homicídio, pois estava na moda a mídia culpar jogos, filmes, animes, músicas e qualquer outra coisa que os nerds falhos gostassem, como sendo coisas "do diabo" e influenciadoras de crimes. Além disso, alguns dias antes, tinha acontecido em São Bernardo do Campo um sequestro onde o objetivo era roubar a senha de um jogador top de Gunbound.

Favela Bairro onde ocorreu o crime

NiиjαSєx - JigSaw - diz:
oi
- NiиjαSєx - JigSaw - diz:
vc era amiga do mlk q mato e do mlk q morrew?
[LUTO] Isa diz:
sim, os 2 são da minha escola, + vc me add só pra perguntar isso?
- NiиjαSєx - JigSaw - diz:
pow foi malz.. só keria saber uma coisa
- NiиjαSєx - JigSaw - diz:
por causa di ql jogo rolo essa treta ae? c sabe?
[LUTO] Isa diz:
a mãe do ga disse que foi por causa de um joguinho besta, o nome é tibia [3]

— Conversa no MSN com uma amiga dos dois

A história que circulou foi que Gabriel-kun queria melhorar o seu personagem, por isso pediu a Daniel que lhe emprestasse 20 mil Golds[4] para comprar uma armor ou legs, ou os próprios itens teriam sido emprestados, mas depois ele teria morrido e perdido o item ou não teria conseguido devolver o dinheiro. Depois disso, Gabriel ainda teria passado a fazer provocações (craw) e ignorar Daniel. Isso teria deixado ele furioso, causando uma briga que depois culminou no assassinato.

Ele sempre vinha aqui em casa brincar com meus filhos e outros amiguinhos. A gente fica até na dúvida se foi ele mesmo.

— Adelar Kuhn, pai da vítima

Outros boatos também diziam que Daniel era filho de um alcóolatra, que ele sempre tinha sido rebelde e agressivo e que fugia da escola e das sessões de psiquiatria. Porém, não há fontes confiáveis sobre isso e segundo as famílias, os dois meninos eram calmos, educados e introvertidos.

O crime

No dia 23 de julho de 2007, numa segunda-feira, pelas 8:30 da manhã, os dois colegas estava sozinhos em suas casas, o que não era usual. Os pais estavam trabalhando e a mãe de Gabriel estava fazendo compras no centro da cidade, enquanto a mãe de Daniel estava em viagem na casa de uma amiga em Nova Trento. Como já era comum um ficar o dia inteiro e até dormir na casa do outro, Gabriel achou que estaria tudo bem ir até a casa do amigo. Enquanto os dois estavam sozinhos na casa dele, às 9:30, o agressor ligou para a mãe dele e perguntou a que horas ela voltaria. O que ninguém jamais imaginou que aconteceria era que o amigão da onça ia agredir Gabriel. O ato ocorreu na cama do quarto do computador, que ficou manchada de sangue.

Mais tarde, foi comprovado pela perícia que Daniel tinha estuprado Gabriel. Alguns especulavam que eles já tinham um relacionamento gay em segredo há algum tempo. A perícia também viu que o computador do agressor não tinha sido ligado naquele dia, a última vez tinha sido dois dias antes do crime. Mas nada foi dito sobre o PC da vítima.

Gabriel antes e depois de virar carniça
BEM…. EU JOGO TIBIA… O JOGO KE SUPOSTAMENTE FOI CULPADO….

O COMPUTADOR DELE FOI PROVADO KE N FOI LIGADO…. MAS O XAR (BONECO) DELE NO JOGO ESTAVA ON NAKELE MESMO DIA…. ISSO PODE SER PROVADO NO SITE OFICIAL DO JOGO… MAS A QUESTAO DE SER POR CAUSA DE O JOGO SER O CULPADO PODE PRATICAMENTE SER DESCARTADA POIS AMBOS JOGADORES JOGAVAM EM UM MUNDO NON-PVP (NON PLAYER KILLER) OU SEJA… N PODERIAM SE MATAR…[5]

— Relato de um jogador

Infelizmente, o mundo real é PVP. Daniel foi até a cozinha e Gabriel o teria seguido e ameaçado contar tudo para os pais dele. Os dois começaram a lutar e como Daniel tinha um nível mais alto e mais HP, ganhou a luta e esgananou o Gabriel, que desmaiou. Ele se desesperou, achando que tinha matado o amigo, então matou mesmo tentou esconder o corpo em um alçapão no teto da casa, que ficava a 1,8m de altura, usando uma escada e mangueiras de borracha para tentar levantar o corpo, mas não conseguiu, pois era muito pesado.

Então ele teve outra brilhante ideia: decidiu pegar uma faca e começou a cortar as pernas, para levar como loot tentar diminuir o peso. Quando o corte chegou na tibia no fêmur, ele foi até a garagem e pegou um serrote para aumentar o dano e continuar cortando. Enquanto ele cortava, Gabriel, que ainda estava vivo, supostamente acordou gritando de dor, mas desmaiou de novo em seguida e morreu pela hemorragia. A morte ocorreu por volta das 11 horas da manhã.

Outra versão

Outra versão, não oficial, da história diz que não houve estupro e a briga realmente foi por causa de um jogo. Não necessariamente o Tibia, mas um jogo onde a dupla compartilhava o mesmo personagem. Os policiais inclusive teriam visto a discussão no MSN do assassino. Porém, a única comunidade referente a jogos nos perfis do orkut deles era do Tibia.

Como um problema familiar teria ocorrido na casa dos Kuhn, Daniel não o teria visitado por algumas semanas, restringindo o contato de ambos a apenas virtual. Ocorreu algo nos jogos no sábado e Gabriel disse à família que Daniel estava chateado com ele. Ele tentou explicar, mas ninguém entendeu. A família disse pra ele abandonar o jogo, já que afetou a amizade deles.

A cena do crime

Gabriel foi até a casa do Daniel no dia seguinte, mas não foi recebido (Daniel disse que "não queria conversa"). Gabriel comentou com a família o que houve na visita; a família então ligou para os Petry pedindo para conversarem com o Daniel e entenderem o que estava havendo. No mesmo dia à noite, retornaram a ligação dizendo para Gabriel ir lá no dia seguinte, que conversaram com o Daniel e estava tudo bem.

Gabriel foi golpeado na cabeça. Achando que o tinha matado, Daniel arrastou o corpo até perto do alçapão e começou a cortar os pés. Gabriel acordou, ele se assustou e enforcou o garoto. Não conseguiu cortar os pés e tentou cortar direto na virilha, como viu fazerem com porco. Saiu muito sangue e ele tentou pendurá-lo para tirar o sangue mais rápido. O corpo caiu no chão e o irmão chegou na casa.

Depois do crime

Por volta do meio dia, o irmão da vítima, Guilherme Kuhn, de 16 anos, que voltava do dentista, chegou em casa, mas a porta estava trancada. Então ele foi até a casa do assassino e viu a cena grotesca. Ele saiu gritando por socorro e os vizinhos (ou o seu primo, em algumas versões) acionaram as autoridades, que capturaram Daniel, o qual estava muito ansioso, em sua própria casa. Segundo essa fonte, o irmão e o primo chegaram a pensar que havia sido um ladrão que tinha feito aquilo com os dois.[6] Este irmão que achou o corpo supostamente teria ficado traumatizado e sido internado por um período em uma clínica psiquiátrica.

Antes mesmo de ser feita a perícia, a delegada Rosi Serafim já desconfiava que tinha acontecido um abuso sexual, por causa do estado bagunçado da cama e dos móveis no quarto do criminoso juvenil. Mas ele negou categoricamente o fato. Diziam que ele gritava durante o interrogatório, que ele preferia ser visto como assassino do que homossexual e que ele dizia que o jogo o tinha deixado louco. Mas o joguinho teria sido apenas uma desculpa esfarrapada, inventada por ele ou pelo advogado.

Repercussão

O caso gerou uma shitstorm na comunidade tibiana e também no Orkut, onde acharam o perfil dos envolvidos e a seção de scraps (recados) chegou a mais de 46 mil comentários em apenas dois dias, com uma velocidade de cerca de 10 a 15 posts por minuto. Virou um verdadeiro chat, cheio de piadinhas de humor negro, normalfags xingando o assassino e jogadores de Ragnarök e Mu dizendo que o jogo deles era melhor e não tinha assassinos. E claro, também tinham muitos comentários dos jogadores de Tibia, que transformaram os scraps num trade channel de Luminera. Foi criada a comunidade "Gabriel Kuhn SAUDADES!!!" para se solidarizar com a vítima e seus familiares, enquanto trolls e Jorges criaram uma para "apoiar" o assassino.[7]

Uma coisa é certa: por ter cometido o crime com menos de 18 anos, o assassino GOZOU DA IMPUNIDADE
Alguns dos scraps zombando do crime

Ricardo:
obsidian no cadaver plz
Victor:
ah mas corto tb pacman
deve ter uns skill de sword
Ricardo:
death burro ele mato no fist, estrangulo cara
Montoya:
aheuhauhe
qto tu tem d sword???
tava usando sword ring??
ghUHUHUhauh

No fórum do Tibia, um suposto funcionário do IML postou pedindo para apagarem o tópico e fez ameaças por causa das mentiras que estavam sendo postadas. O perfil dele foi banido depois. Os tibianos ficaram com o cu na mão, achando que iam proibir o joguinho retardado deles, e até criaram a comunidade "Jogo tibia e não sou assassino".[8] Muitas crianças medrosas pararam de jogar, pois corria a lenda urbana que o espírito de Gabriel assombrava o jogo.[2]

A família do assassino sofreu muitas represálias, mudou-se rapidamente para outra cidade (supostamente Joinville) e a casa onde ocorreu o crime foi demolida.[2] A mãe da vítima continua sofrendo até hoje e posta todos os anos as mesmas fotos do filho em seu Facebook. As fotos da matança também foram vazadas por uma testemunha e foi aberta uma investigação para achar os responsáveis, mas no fim parece que não deu em nada. A família tentou, em vão, processar o Google, provavelmente com a intenção de remover os resultados de sites com as fotos do filho morto, o que não faz muito sentido. Muitos dos sites estão em países estrangeiros, o que dificulta a remoção. Mas eles conseguiram, depois de 10 anos tentando, processar o Estado de SC por danos morais e ganharam mais de 100 mil reais.[9]

Internação e soltura

Gabriel me traiu e vou fazê-lo pagar por todas as suas ações; como ele disse que há céu e inferno, lá no inferno ele está; Eu vou encontrá-lo lá e vou me vingar novamente

— Frase apócrifa[10] atribuída ao assassino durante a internação

A polícia fechou o caso em 3 dias, muito mais rápido do que o previsto. Também foi descartada a hipótese de um cúmplice, que era um dos boatos que corriam no bairro, o que deixou algumas pessoas desconfiadas sobre o rigor das investigações. Daniel foi mandado para o CIPsoft de Itajaí e depois teria ido para o CASE de Lages, onde foi internado até completar 18 anos, ou seja, para você que não sabe fazer a conta, ficou preso menos de 3 anos e saiu logo logo. Depois disso, nunca mais se ouviu falar nele, pois o processo ficou em segredo de justiça. Há alguns outros processos no JusBrasil com o nome dele, mas não dá para saber se de fato é a mesma pessoa. Um deles parece ser do inventário do pai de Daniel.[11] Segundo relatos de uma familiar distante, o pai sofria de depressão e teria morrido de desgosto.[2]

Algumas pessoas acreditam que ele seja um sujeito, muito parecido fisicamente, diga-se de passagem, que mora em São Paulo e trabalha na rede Globo como programador, chamado Marcos Daniel Petry. Porém, não há nenhuma prova disso, além de Marcos ser 7 anos mais velho e ter se formado em computação em 2008, quando o assassino ainda estaria internado.[12][13] Outros detetives virtuais conseguiram achar o Facebook do irmão e da mãe dele, mas obviamente não tem nada sobre o Daniel lá. Channers conseguiram descobrir no Serasa um suposto telefone de Daniel e um mercado onde ele estaria trabalhando, e planejaram aloprar com ele, mas no fim terminou em feijoada.

Em 2020, o caso voltou à tona entre os inclusos que não tinham internet na época, depois de divulgação por youtubers e um fio na página Crimes reais[14][15] no Twitter, em fevereiro, porém com vários erros e boatos já desmentidos neste artigo. O fio foi corrigido parcialmente em julho.

Salsa

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