Curitiba

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Bandeira da República de Curitiba

Curitiba ou República de Curitiba ou ainda Coritiba é uma cidade provinciana no Sul do Brasil, capital do estado do Paraná, onde nasceram o youtuber Henry Bugalho, o criminoso Emerson Eduardo Rodrigues e o famoso nazista Egon Albrecht (que só existe na Wikipédia). Também é a sede do movimento "O Sul é o meu país". Também é a cidade onde morava o criminoso Marcelo Valle Silveira Mello em um condomínio de luxo antes de ser preso pela Polícia Federal.

Vocabulário curitibano (curitibanês)[editar]

Algumas palavras que você deve aprender antes de visitar Curitiba (Partiu?):

Rollmops
Chineque tem uma farofinha de cuque em cima
Gengibirra
Expresso biarticulado de Curitiba
Tubão de Tang
  • Adevogado: O correto mesmo é advogado, mas em Curitiba a pronúncia é assim mesmo, como se houvesse uma vogal entre o “d” e o “v”. Faz parte do sotaque curitibano. É como o Emerson chama o advogado dele: "Meu adevogado".
  • Aipim: É como o curitibano chama a macaxeira e a mandioca.
  • Alimentadores: Ônibus laranjas que saem dos bairros e colaboram para a integração dos passageiros entre terminais de ônibus.
  • Apurado: Quando alguém está com pressa, mas é usado principalmente para pessoas que estão com muita pressa de ir ao banheiro.
  • Arregado: Quando a pessoa está com sorte. Também pode se referir a um grande quantidade. Exemplo: Piá, tô arregado, conheci uma gata ontem, vou sair com ela de novo; Que porção de batata arregada neste boteco.
  • Baixada: É o estádio do Atlético Paranaense. Também usa-se Caldeirão, Arena ou Arena da Baixada.
  • Béra: Apelido carinhoso dos curitibanos para cerveja. Exemplo: Piá, vamos tomar uma béra?
  • Bergamota: É como o curitibano chama a mexerica e a tangerina. Também conhecida em Curitiba como mimosa.
  • Berma: O mesmo que Bermuda. Exemplo: Piá, vou passar em casa, pôr uma berma e vou correr no Barigui. Bora lá?
  • Bocó: Uma pessoa boba, tola. Exemplo: Piá, seu irmão é o maior bocó!
  • Bolacha: É como o curitibano chama qualquer tipo de biscoito, seja ele recheado, de água e sal ou de maisena. Biscoito em Curitiba é aquele feito de polvilho.
  • Busão: É o bom e velho ônibus. Dentro dessa categoria, temos o biarticulado, famoso “vermelhão” ou "expresso" e também chamado carinhosamente de “berticulado” pelos curitibanos, e o ligeirinho; ambos param nas estações-tubo da cidade.
  • Canaleta: Se refere a via exclusiva dedicada aos ônibus expressos. Exemplo: Piá vamos lá andar de Skate/Bike na canaleta do Expresso? – Não rola cara, é proibido!
  • Capaz: Expressão que pode ir de surpresa a incredulidade. Em Curitiba pode ter inúmeros significados, como “o quê?”, “não acredito!”, “até parece”, etc.
  • Carpê: É o que o resto do Brasil chama de carpete.
  • Carpir: Cortar a grama ou retirar o mato. Pode significar também “vai fazer alguma coisa de importante e me deixe em paz”. Você pode mandar alguém “carpir um lote”, por exemplo.
  • Chachicho: Coisa mal feita. Também pode ser escrito com x (xaxixo).
  • Champagnat: É como os curitibanos chamam o bairro Bigorrilho.
  • Chineque: Pãozinho doce de padaria coberto com creme de baunilha e farofa. Tem o formato de um caracol e é uma delícia!
  • Cozido: Não tem nada a ver com alimento. Os curitibanos chamam assim quando alguém está muito bêbado.
  • Coxa branca: É o torcedor do Coritiba.
  • Curitiboca: Mistura de curitibano com boboca. É a pessoa nascida e criada em Curitiba, mas que não esbanja muita simpatia.
  • Daí: Utilizado para começar ou terminar qualquer frase, é uma das expressões mais frequentes no vocabulário curitibano. “Você foi lá, daí?” ou “Daí, piá. Beleza?”
  • Dois toques: coisa rápida, não vai demorar muito.
  • Dolangue: Significa mentira, conversa fiada. O mesmo que migué.
  • Djanho: Geralmente é utilizado para representar descontentamento com algo ou alguém. Se diz quando está puto com alguma coisa. Exemplo: Piá do djanho, frio do djanho, calor do djanho, trânsito do djanho! “Aquele piá do djanho”. É como o Emerson chama o Marcelo: "Loque lazarento do djanho!"
  • Ecoville: É como os curitibanos chamam o bairro Mossunguê. Nota-se que os curitibanos têm uma queda por nomes com sonoridades mais chiques.
  • Friaca: Quando está muito frio se diz friaca. Exemplo: Fui acampar no Anhangava e tava uma friaca, quase morri congelado.
  • Geladinho: Conhecido em outras regiões como sacolé, é o refresco congelado em saquinhos plásticos cilíndricos.
  • Gengibirra: Refrigerante de gengibre, normalmente da marca Cini.
  • Guria: É a mesma coisa que garota ou menina. Quando alguém fala “guria do céu” ou “guriaaaa” (estendido mesmo), é porque o assunto é sério! Exemplo: "Guria do céu, que babado! Conta mais!"
  • Intéra: Ato de juntar vários pila de amigos! Exemplo: O piazada, vamos fazer uma intéra pra comprar mais umas beras, porque tá acabando!
  • Jacu: Pessoa tosca, sem noção ou pessoa tímida demais. Pessoa que se porta como caipira. Muito Tímido. Exemplo: "Piá, pare de ser jacu, vamos na festa amanhã!" "O Marcelo é um jacu do mato!"
  • Japona: É a peça de roupa que todo curitibano tem em casa para se proteger do frio. Em outras palavras, é uma jaqueta de náilon acolchoada. Jaqueta forrada, apropriada para o inverno. Exemplo: "Piá, tá uma friaca lá fora, não esquece a japona!" Também pode significar uma mulher japonesa grande. Exemplo: "Comi uma japona muito gostosa!"
  • Largar os bets: Desistir! O termo é utilizado quando alguém desiste de alguma coisa. Exemplo: Piá tá namorando com aquela Guria? – Não tô mais cara, larguei os bets! Bets é um jogo com tacos e bola muito jogado pelos bairros de Curitiba.
  • Lazarento: Xingamento que pode ser ofensivo. Exemplo: Mas é um lazarento, fez churrasco no Barigui e nem me convidou; Ôh lazarento, não tem pisca não!!! É como o Emerson chama o Marcelo: "Loque lazarento do djanho!"
  • Ligeirinho: É o ônibus mais rápido e que só para nas estações tubo. Exemplo: Vamos pegar o ligeirinho porque tenho que chegar rápido lá do outro lado da cidade. Normalmente é cinza.
  • Lombada: Conhecido por muitos como quebra-molas.
  • Malária: O contrário de piá de prédio. O termo malária surgiu nos anos 90 e geralmente fazia referência aos roqueiros que frequentavam o Largo da Ordem. Com o tempo o termo passou a abranger também o significado de “malaco”, ou “maloqueiro”, mas não tem a ver com a pessoa ser pobre, mas sim ser maluco, do tipo que gosta de beber, fazer bagunça e não se importa em se “vestir bem”. Exemplo: Vamos pro Largo da Ordem tomar tubão junto com a malária?
  • Migué – Dolangue: Desculpa esfarrapada, mentira, golpe. O curitibano diz migué, ou dolangue pra mentira. Exemplo: Piá do céu, sabe o meu vizinho? É o maior miguezeiro/dolangueiro! Quase tudo que o cara fala é migué/dolangue! “Que migué, piá!”.
  • Mimosa: A fruta chamada em outros lugares de bergamota, poncã, mexerica e tangerina. Exemplo: Piá! Comprei uma Mimosa ontem na feirinha e tava uma delicia! Tesão piá!
  • No galeto: Realizar alguma coisa em alta velocidade! Quer dizer: muito rápido. Significa correr rápido por aqui. "E daí, você está atrasado, vá no galeto!" Exemplo: Cara o ligeirinho passou tão no galeto que até me assustei.
  • Pão francês: É assim que o curitibano chama o pão de sal.
  • Palha: Quando algo é ridículo, patético. “Esse negócio é muito palha.”. Qualquer coisa mal feita. "Que palha!"
  • Pani: Ou “panificadora”, é a mesma coisa que padaria.
  • Penal: Estojo escolar para guardar lápis, canetas, borracha e apontador.
  • Pescoço: Pescoço é uma pessoa curiosa e/ou intrometida. Exemplo: Piá, como você é pescoço!!! Exemplo: Vamos dar uma pescoceada lá no Parque Barigui?
  • Piá: Usado para se referir a um garoto, adolescente ou entre amigos do sexo masculino. Quando usado na expressão “piá de prédio”, a intenção é pejorativa; significa que o indivíduo é mimado.
  • Piá de prédio: Termo usado pra referenciar e fazer chacota de alguém que não sabe fazer alguma coisa básica; pessoa que não tem a “malicia das ruas”; que nunca jogou “bets” na rua; pessoa criada em berço de ouro; playboy. Exemplo: Não sabe soltar raia? Mas é um piá de prédio mesmo!!!
  • Pila: É como os curitibanos se referem a dinheiro. Exemplo: Quanto tá o cachorro quente com 2 vinas? – Tá 10 pila, vai querer? “Piá, me empresta cinco pila para eu pegar o busão?” O Emerson está devendo mil pila para o Marcelo.
  • Pinhão: Símbolo do inverno paranaense, o pinhão é a semente da araucária, pinheiro típico do estado. Os curitibanos se orgulham em explicar o que é e como se come.
  • Posar: Quando alguém te convida pra “posar”, ela está te convidando pra dormir na casa dela. É como muitos curitibanos ainda se referem ao ato de dormir na casa de alguém. “Você posou lá?”
  • Quentão: É o que em São Paulo chamam de vinho quente: vinho, gengibre e canela. Pode ser acompanhado por gemada.
  • Raia: Pipa, papagaio, pandorga. Exemplo: O vento está bom pra soltar raia hoje.
  • Rollmops: O “romópis” é uma iguaria que quase todo curitibano vira a cara quando ouve falar. A conserva de sardinha crua enrolada na cebola é tão famosa que ganhou até campeonato de quem come mais.
  • Sanduba: É como o curitibano chama o sanduíche.
  • Seu loque!: Usado em diversas situações, tem o mesmo sentido de Mané. Exemplo: Ôhhh seu loque, presta atenção! É como o Emerson chama o Marcelo: "Loque lazarento do djanho!"
  • Sinal: Ou sinaleiro é como são chamados os semáforos de trânsito. É o que os paulistas chamam de farol.
  • SotaquE: O “e” no final das palavras ganha ênfase na fala curitibana. Peça pra um curitibano falar “leitE quentE da dor dE dentE” e você vai entender perfeitamente.
  • Tesão: A palavra é utilizada para enfatizar algo que é muito bacana. Expressão usada para dizer que algo é incrível, muito legal, massa. Não se espante em ouvir um “que tesão, piá!” de um curitibano. Se ouvir em Curitiba algo como “que tesão, guria” não se sinta assediada.
  • Tigrada: Quase o mesmo que malária, mas mais perigoso; maloqueiro. Exemplo: Piá nem vamos pra aqueles lados tem uma tigrada lá, tá meio sinistro!
  • Trincheira: Túnel, ou seja, uma rua por cima e a outra por baixo.
  • Tô moído!: Quando você está muito cansado! Acabado!!! Exemplo: Cara, vou embora descansar, tô moído hoje!
  • Toró: Quando vai cair um chuvão! Quando vai cair chuva forte! Exemplo: Piá, “vamo vaza” que vai cair um toró!
  • Tubão: Bebida tipica da Malária curitibana. Trata-se de uma garrafa pet, onde é adicionado ao refrigerante barato algum tipo de bebida alcoólica, como vodka, pinga, conhaque etc.[1] Garrafa pet de refrigerante com bebida alcóolica que faz a alegria da garotada da periferia. Quanto mais álcool mais tubão! Exemplo: Piazada do céu, no largo da ordem só tem malária tomando tubão!
  • Tubo: Local de parada dos ônibus ligeirinhos e expressos. Espécie de ponto de ônibus curitibano. Estrutura de metal e vidro que é ponto de ônibus do ligeirinho ou ligeirão. Exemplo: Te espero no primeiro tubo depois do terminal do Santa Candida.
  • Vina: Salsicha de cachorro-quente. Em Curitiba não existe hot dog, dogão e cachorro-quente com salsicha. É vina porra! Exemplo: "Quando o Emerson saiu da cadeia ele comeu dez sandubas com duas vinas e tomou uma béra e um tubão de gengibirra com conhaque, seu loque lazarento!".
  • Volte-meia: Regularmente. "Volte-meia ele passa aqui". "Volte-meia sou perseguido pela Dolores".

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