Harvey Weinstein

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Harvey Weinstein (Nova York, 19 de março de 1952) é um ex-produtor de cinema e criminoso americano. A Família Weinstein tem raízes judaicas o que seguiu a religião junto com seu irmão Bob Weinstein. Antes de cair em desgraça pública, Harvey Weinstein era judeu, próximo às figuras influentes dentro e fora dos cinemas, ativo em questões sociais, na segurança, na saúde e na política (atuou em apoio ao Partido Democrata e seus políticos). Acusado de 97 crimes sexuais em 2017 por mulheres desde a década de 1980, Weinstein caiu em desgraça pública diante de crimes repudiados pela sociedade americana, que levaram a sua prisão em 2018 e condenado a 23 anos de cadeia em 2020.

Junto com seu irmão Bob Weinstein fundou a produtora independente Miramax em 1987, com a qual produziu filmes como Sex, Lies and Videotape (1989), The Crying Game (1992), Celestial Creatures (1994), Flirting with Disaster (1996) e Shakespeare in Love (1998). Weinstein ganhou o Oscar de melhor filme como produtor de Shakespeare in Love e sete prêmios Tony por obras e musicais como The Producers, Billy Elliot e August: Osage County. Em 2005, os irmãos Weinstein deixaram a Miramax e fundaram a mini-major The Weinstein Company.

Harvey Weinstein era próximo às figuras influentes dentro e fora dos cinemas. Era ativo em questões sociais (como pobreza, AIDS, diabetes juvenil e pesquisa de esclerose múltipla), na segurança (critico a falta de leis para o controle de armas), na saúde (crítico à falta de saúde universal nos Estados Unidos) e na política (atuou em apoio ao Partido Democrata e seus políticos ligados à esquerda dentro e fora dos Estados Unidos). Apoiou o Partido Democrata e contribuindo financeiramente para as campanhas eleitorais de John Kerry (2004), Barack Obama (2008 e 2012) e Hillary Clinton (2016), além de apoiar a campanha presidencial de Hillary Clinton em 2008 e em 2012 organizou um evento em sua casa para arrecadar dinheiro para a campanha de Obama.

Harvey Weinstein caiu em desgraça pública quando em 5 de outubro de 2017, o jornal The New York Times publicou a reportagem na qual dezenas de mulheres acusaram Harvey Weinstein de crimes sexuais, que inclui agressões, assédios e estupro (a mais antiga denúncia é na Década de 1980). Em 10 outubro, cinco dias depois, a revista The New Yorker publicou outras dezenas acusações graves semelhantes contra Weinstein feitas por outras mulheres. Após a publicação do jornal e a revista, outras mulheres na indústria cinematográfica que não fizeram denúncias decidiram subsequentemente relatar experiências semelhantes.

Numa tentativa de desacreditar as acusadoras, Harvey Weinstein negou "qualquer sexo não consensual" com as alegadas vítimas, além de tentar comprar o silêncio de grande mídia pra não revelar mais denúncias. Como resultado dessas acusações, nos dias seguintes, os políticos (Kerry, Obama, Clinton, entre outros), as personalidades e os amigos que tinham seu apoio e influência por muitos anos e décadas se voltaram contra ele e repudiaram as suas atitudes. Ao fazerem isso, os políticos, as personalidades e os amigos, isso foi numa tentativa de dessassociarem às suas imagens com Weinstein, que foi considerada hipocrisia de acordo com seus críticos, já que alguns que o repudiaram foram posteriormente acusados por mesmos crimes.

Em 9 de outubro, Harvey Weinstein foi demitido de sua produtora The Weinstein Company que tinha fundado junto com seu irmão Bob Weinstein que o passou a repudiar. Em 10 de outubro, às vésperas dos 10 anos de casamento, a então esposa Georgina Chapman anunciou que estava deixando o marido e pediu a guarda dos filhos diante das novas denúncias, ao pedir divócio que só conseguiu em janeiro de 2018. Em 14 de outubro, foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Foi suspenso da Academia Britânica de Cinema e Televisão e também foi forçado a renunciar ao Directors Guild of America após pressão dos integrantes.

Diante às 97 denúncias das mulheres, os departamentos de polícias de Los Angeles e Nova Iorque abriram investigações criminais por crimes sexuais contra Harvey Weinstein nos Estados Unidos. As acusações também atingem fora do país, especificamente o Reino Unido, quando a Polícia de Londres também abriu investigações criminais por mesmos crimes que atingiram as cidadãs britânicas.

Weinstein foi preso e acusado de estupro em Nova York em 25 de maio de 2018. Declarado culpado de dois dos cinco crimes sexuais em 24 de fevereiro de 2020 e em 11 de março foi condenado a 23 anos de prisão. Ele foi inicialmente detido na Prisão de Rikers Island antes de ser transferido para o Centro Correcional de Wende. Na prisão, contraiu duas vezes o coronavírus/COVID-19 e sobreviveu.

O "escândalo Weinstein" fez com acontecesse o "efeito Weinstein" nos Estados Unidos e diversos países do mundo nas semanas seguintes, quando as vítimas de assédio sexual (que inclui os homens) a denunciarem celebridades masculinas poderosas que eram intocadas ou inatacadas a caírem em desgraça pública, além do surgimento feminista Movimento Me Too. O mais irônico no caso que duas décadas antes, Weinstein era um dos fundadores ao fundo de defesa legal ao então presidente Bill Clinton para defender contra alegações de agressão sexual em 1998 a 1999, quando presidia os Estados Unidos quando surgiu o escândalo da Monica Levinski.